quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Texto: AQUELES QUE SE DIVIDEM, SE SOMAM E AMAM! Autor: Odenir Ferro

 


Texto: AQUELES QUE SE DIVIDEM, SE SOMAM E AMAM!
Autor: Odenir Ferro
 
O Autor é Escritor, Poeta, Embaixador Universal da Paz! Título Concedido pelo Cercle Universel des Ambassadeurs de La Paix Suisse/France.
Autor de vários livros, dentre eles o atual, Às Meninas que sonham (Pétalas d'água) publicado pela http://www.editoramultifoco.com.br
 
Interessante termos que condicionalmente assumir que somos perecíveis. A vida, por si somente e dentro dos múltiplos aspectos de si mesma, se mostra e nos condiciona dentro de inúmeras faces do viver. Dentro destas faces vamos criando facetas e fases. Vamos amadurecendo, nos envolvendo com novos ideais, conquistando ou retraindo espaços; enfim vamos vivendo dentro do contexto que a vida se nos apresenta como forma de paradigma formado. Dentro do nosso percurso pela existência, algumas ou inúmeras vezes, intencionalmente ou não, acabamos por romper com alguns destes paradigmas que são a nós, naturalmente impostos, ou não.
A Arte, dentro do seu subjetivismo de concepção de estilo de vida, favorece-nos, em muitas vezes, a este acontecimento; ou seja, vamos nos envolvendo com a arte, no intuito de produzi-la, e acabamos de forma inconsciente até, por rompermos com alguns padrões condicionados ao estilo comum, natural, de uma comunidade, de um povo, de uma cultura, até de um país.
Mudar é podermos criarmos fenômenos para olharmos por um giro de 360 graus em torno e dentro de nós mesmos, sem que nos percamos muito, ou que nos distanciemos dos fatos e acontecimentos do mundo que está a nossa volta. Penso que a realidade da vida é sempre procurarmos estarmos conscientes, lúcidos ou até mesmo lúdicos com a realidade do nosso cotidiano existencial. Procuro, sempre que possível, notar a beleza e a singeleza que há e que atua no efêmero. Se pararmos para pensarmos, poderemos então, irmos gradativamente, notando o quanto há de forças atuantes nas existências, ao mesmo tempo que estão entrecortadas pelas fragilidades que são essenciais à nossa linha descendente e ascendente da vida.
Somos, atualmente, herdeiros do viver! E este viver vai se tornando gradativamente perecível, mesmo crendo-nos, intimamente, que somos perenes. Vamos avançando nesta caminhada pelo tempo, pleno de incógnito caminhos, por aonde, quase sempre e de forma tão natural, vamos avançando, avançando,... Conquistando espaços, perdendo espaços, retraindo, para logo em seguida retomarmos a caminhada, sem sabermos aonde chegaremos e por qual motivo estamos vivendo; amando, sofrendo e sofrendo tanto, muitas vezes por coisas ou pessoas ou situações que vamos conquistando ao longo desta caminhada; e que de forma muitas vezes possessiva ou arbitrária de nós, vamos nos apegando a tudo e a todos. Perdendo desta maneira, o verdadeiro sentido de liberdade que a vida nos oferece; mesmo embora parecendo-se a nós, que ela seja perene ou passageira, num dúbio volátil, e porque não dizer, inconsistente, até.



Esta herança foi-nos repassada pelos nossos ancestrais. Nossos descendentes mais próximos de nós, ou seja, nossos parentes consanguíneos diretos, tal como os nossos pais, foram quem nos transmitiu nossa atual herança de sangue. Somos todos herdeiros de uma Vida, cuja existência cabe a nós, conduzi-la dentro do nosso universo íntimo, pessoal, ou não. Muito embora eu creio que devemos, sempre que possível, expandi-la para que possa juntar-me à outras culturas, à outras formas mais diversificadas de sentimentos, de pensamentos, de ações, reações, de tudo enfim. A nossa vida pessoal, quando compartilhada, seja de que maneira for, se enriquece, e muito; pois geramos divisas e intercâmbios de culturas. Seja com as pessoas bem próximas de nós, ou com as muito mais distantes de nós. Sempre digo que: 
- Aqueles que se dividem, se somam e amam!
A compartilha, torna a nossa vida, com os nossos prazeres e muitos sofrimentos, mais suaves. Desta forma, vamos criando vínculos de proteção e amizades e entrelaçamentos culturais. Fazendo desta maneira, com que a vida fique muito menos efêmera, tornando-se, subjetivamente ou não, mais perene diante da força e da grandeza das nossas crenças geradoras da nossa fé na motivação existencial.