Caminho pelas Estrelas Follow by Email

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Fw: STEPHEN DEAN . REHEARSAL WITH PROPS . ABERTURA SÁBADO 09.02.2019



----- Mensagem encaminhada -----
De: Casa Triângulo 
Para: "odenir.ferro@yahoo.com.br" <odenir.ferro@yahoo.com.br>
Enviado: ‎quarta-feira‎, ‎6‎ de ‎fevereiro‎ de ‎2019‎ ‎12‎:‎29‎:‎21‎ ‎-02
Assunto: STEPHEN DEAN . REHEARSAL WITH PROPS . ABERTURA SÁBADO 09.02.2019

 


STEPHEN DEAN . REHEARSAL WITH PROPS

ABERTURA: SÁBADO 09.02.2019 DAS 14H ÀS 18H
DE 11 DE FEVEREIRO A 16 DE MARÇO DE 2019 . SEGUNDA A SÁBADO DAS 10H ÀS 19H


Ladder sculpture detalhe . vidro dicróico e alumínio


Casa Triângulo tem o prazer de apresentar Rehearsal with props, a terceira exposição individual de Stephen Dean na galeria.

Stephen Dean é um artista multimídia Franco-Americano que trabalha principalmente com aquarelas, vídeos e instalações. Suas obras baseadas no tempo evocam aproximações à cor que remetem à fisiologia e à antropologia. Trabalha frequentemente a partir de formas ou eventos preexistentes, deixando em relevo a imediaticidade da cor, e sua habilidade de preceder a linguagem e os códigos culturais. De modo exploratório, seus trabalhos, contemplativos e imersivos, tratam o espectro cromático como um tema espacial e social.

Em sua terceira exibição na galeria Casa Triângulo, intitulada Rehearsal with props (Ensaio com acessórios), Dean apresentará trabalhos em vidro dicróico e aquarela que continuam a expandir os limites da cor ao entrelaçar as noções de transparência e duração. Interessado nas características conceituais e perceptivas do vidro, o artista utilizou o material ao longo de toda a sua carreira. Vidro, para Dean, encarnado em suas qualidades de reflexibilidade, transparência e mutabilidade fluida, realça a transitoriedade temporal do mundo observado.

Na galeria, sua famosa escultura Ladder, uma escada sem base fixa com painéis de vidro dicróico, ao mesmo tempo reflexivos e translúcidos, parece estar em constante estado de transformação. A obra é uma escultura para além de si. Vista de perto, percebe-se densidade e saturação estranhas. Mesmo sua estrutura, toda preta, muda de tonalidade. Quando vista mais de longe, a obra se espalha no ambiente deixando difícil distinguir suas reflexões, suas projeções e suas sombras.

Na série Atlas, Dean apresenta uma espécie de sintaxe quebrada, justapondo elementos de vidro e aquarelas. Pintadas em papel de cigarro, essas pequenas obras transmitem uma sensação de imediatismo enquanto retratam fenômenos naturalmente etéreos. A simplicidade do resultado de suas obras desmente o fato de que o artista opera de maneira sofisticada e precisa, variando de movimentos suaves a gestos bruscos, nunca revelando o quadro por completo.

"As obras de Dean lidam de modo abstrato com o espaço, tanto geográfico quanto conceitual. O que conecta sua série é uma combinação de identificação comunal e especificidade no contexto das condições técnicas que nos cerca."

Sara Reisman, diretora da Rubin Foundation, Nova Iorque.

Exposições coletivas incluem: The World's Game, no Pérez Art Museum, Miami; Shock of the News, no National Gallery of Art, Washington D.C.; Les Maitres du Désordre, Musée du quai Branly, Paris; Double Down: Two Visions of Las Vegas, San Francisco Musem of Modern Art; Mouth Open, Teeth Showing: Major Works from the True Collection, Henry Art Gallery, Seattle.

Dean também participou de inúmeras bienais. Entre estas estão a Whitney Biennial, a Seville Biennial, a Istambul Biennial, a 51st Venice Biennial, a SITE Santa Fe Biennial e a Moscow Biennial. Suas instalações, esculturas e obras em papel podem ser encontradas nas coleções permanentes do Solomon R. Guggenheim Museum, Nova Iorque; do Whitney Museum of Art, Nova Iorque; da National Gallery of Art, Washington D.C.; da Fond National d'Art Contemporain, Paris; e da Fundacion Jumex, Cidade do México.

Em 2017, a Percent for Art/New York City Department of Cultural Affairs comissionou ao artista uma instalação permanente de 23 metros intitulada de Crosswords, para a parede de uma escola pública no Brooklyn. Em 2018, recebeu o prêmio Peter S. Reed para arte de mídia mista. Em março de 2019, Dean apresentará a instalação Enigma of Arrival nas vitrines da Hermès, no Shopping Iguatemi.


    

mais informações:
info@casatriangulo.com
 
Casa Triângulo, Rua Estados Unidos 1324, São Paulo, Brazil

Fw: TONY CAMARGO . NUM LOGO LUGAR . ABERTURA SÁBADO 09.02.2019



----- Mensagem encaminhada -----
De: Casa Triângulo 
Para: "odenir.ferro@yahoo.com.br" <odenir.ferro@yahoo.com.br>
Enviado: ‎quarta-feira‎, ‎6‎ de ‎fevereiro‎ de ‎2019‎ ‎12‎:‎27‎:‎35‎ ‎-02
Assunto: TONY CAMARGO . NUM LOGO LUGAR . ABERTURA SÁBADO 09.02.2019

 


TONY CAMARGO . NUM LOGO LUGAR

ABERTURA: SÁBADO 09.02.2019 DAS 14H ÀS 18H
DE 11 DE FEVEREIRO A 16 DE MARÇO DE 2019 . SEGUNDA A SÁBADO DAS 10H ÀS 19H


detalhe do still do vídeo VP29, da série Vídeomodulos, 2018 . vídeo digital . 27"


Casa Triângulo tem o prazer de apresentar Num Logo Lugar, a quinta exposição individual de Tony Camargo na galeria.

Perceber todos os espaços

O trabalho de Tony Camargo sempre envolveu a construção de aparelhos que de alguma maneira desvendam o funcionamento do mundo, apreendendo descobertas de real em espaços determinados, entre linhas e planos, e conferindo aos objetos uma imprevista vocação expressiva. A probabilidade invisível de bolas correrem numa sinuca, um alvo de dardos que se rebela em seus atributos se tornando maciço e impenetrável também no seu reflexo opaco, a transformação irônica de logotipos publicitários, depravando seu pudor imagético característico.

Ao desbravar o interior das coisas o artista modula uma paisagem onde se respira a mágica da transfiguração das coisas reais em pura visualidade. O encontro de Tony com a arte é um encontro de atmosferas intangíveis com o peso dos objetos. Poderíamos dizer que seu trabalho é o de um artista conceitual, enquanto cientista do conceito, que descobre a cada realização outras dependências da matéria. Interessa para Tony Camargo o efeito de todas as coisas diante de nossos olhos quando suas funções originariamente atribuídas estão suspensas.

Projetar o mundo

Como construir abrigos físicos para ideias? Como tornar matérias invisíveis em algo palpável, sem se restringir à representação, mantendo complexas dinâmicas espaciais e temporais? O trabalho de Tony Camargo nos mostra o quanto ainda somos primitivos, mesmo em nossos mais avançados processos tecnológicos. Os poucos elementos formais que temos à disposição são combinados infinitas vezes por projetistas, produzindo todas as coisas de nossa paisagem mundana.

Olhe ao redor: círculos ovais em maçanetas e sistemas de portas, quadrados, retângulos e seus derivados triangulares em edifícios, distâncias formadas por linhas nas ruas e sinalização viária do urbanismo além de tantas outras formas que estruturam nossa sociedade, seus gestos e comportamentos. No jogo da arte, observando apenas a sua utilização de círculos e esferas, ficam em evidência referências das mais nítidas, de Jan van Eyck (The Arnolfini Portrait, 1434) a Jeff Koons (Moon, 1995-2000), passando por Yayoi Kusama (Narcissus Garden, 1966-) dentre tantos outros.

Dançar com Diabos

As suas linhas, planos e formas ovaladas ou arcos podem lembrar tanto a mais clássica das arquiteturas quanto a mais recente ficção cinematográfica. Mesmo os seus vazios aparentes possuem massa, assim como a astrofísica tem revelado sobre o que se acreditava ser um grande vazio na verdade também possui massa, se configuram matéria e energia (escuras). Em sua memória primitiva o artista se fascina pela instabilidade da cor. Como se estivesse diante de labaredas que consomem o invisível. Ele sabe que o domínio dessa energia cósmica forja a nossa visualidade. Color field paintings: Mark Rothko e Barnett Newman. Campos emocionais da cor: Joseph Albers e Alfredo Volpi.

É como se depois de anos desvendando o funcionamento das imagens, Tony se propusesse a reproduzir uma energética a partir da apreensão da cor em campos delimitados, neste caso a pintura em sua esfera planar. Os azuis vibram em seus círculos e forçam bordas. Um cinza em coerção o faz girar sobre outro azul-chumbo. Em seu limite bordeja. É um azul-ventania. Mais adiante outros cinzas. Dessa vez separam-se. A presença incandescente do vermelho abrasa tudo ao redor. Como um cinza pode esquentar? Um cinza-asfalto.

Entre a lança e o abismo

O áspero do mundo violenta diariamente. Nada pode ser tão límpido quanto numa propaganda de margarina ou numa conta de Instagram. Há sempre algo nocivo, que vilaniza, polui e incomoda: o poderoso quebranto de realidade, que nos diferencia da insipidez imagética onde não existem cheiros ou sujeiras.

O artista assim nos convida para um abismo de projeções. Como em Tunga, a partir de uma plasticidade complexa que proporciona o seu livre jogo de associações, a articulação dos materiais também é uma articulação simbólica. O seu verde não é apenas o verde de uma composição, mas também o verde da bandeira do Brasil, criando uma textura emocional para o que vemos. O seu vermelho é intensidade, mas também fumaça, fogo, extintor.

O artista procura sempre um fenômeno pictórico da existência. Nele podemos encontrar tanto um vazio tátil, puras sensações visuais de realidade, quanto uma plenitude sideral, cenas límpidas suspensas pelo espaço. Entre uma coisa e outra, a atmosfera conquistada por cada um de seus trabalhos mantém um corpo que vibra sem cessar.

Arthur do Carmo
(fev.2016 - jan.2019)


    

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