Caminho pelas Estrelas Follow by Email

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Caetano Veloso - Sozinho










Hoje
de manhã, acordei, memorizando, cantando para dentro de mim: às vezes no
silêncio de noite...
Remexi alguns arquivos e um dos quais, datado de 1999,
agora transcrevo, pois tenho guardado comigo, dentro das memórias mais
espirituais do meu coração, a realidade de, naquela época, ter lido o livro de
Caetano Veloso: VERDADE TROPICAL.



Desejo agora, transcrever
um pequeno trecho do livro, o qual datilografei e guardei, e que consta na
página 194 do livro (o livro compõe-se de 510 ou mais páginas, estou “chutando”,
mas deve ser por aí...) Então vai: ...“Alguém já disse que os homens que fixam
seu espírito nos temas enfrentados na infância produzem obras profundas,
enquanto os que repetem indefinidamente as questões e ilusões da adolescência
estão fadados a girar nessa zona periférica em que se discute repressão,
definição sexual e satisfação dos anseios de liberdade. Eu (Caetano) me situo
no segundo grupo...” Página 194 do Maravilhoso e de vocabulário riquíssimo:
VERDADE TROPICAL, Autor: Caetano Veloso. Um orgulho e satisfação pessoal, para
mim, Odenir Ferro, ter lido e até estudado e muito, este livro. Obrigado,
Caetano! Odenir Ferro, Escritor, Poeta, Embaixador Universal da Paz, Embajador
del idioma Español, título concedido porLa Funbdación César Egido Serrano e el
Museo de La Palabra. Blogger do Autor: http://www.odenirferrocaminhopelasestrelas.blogspot.com




Título da Poesia: ÍCONE Autor: Odenir Ferro




Poema: ÍCONE


Autor: Odenir Ferro



O mendigo já não sofre mais...


Porque ele já está condenado.


A sociedade, que o condenou,


Agora o respeita, por isso.




A sua dor não mais lhe interessa.


Consequentemente, passa ele a ser


Respeitado, na dor.


De um solitário derrotado.




Perante os olhos da humanidade,


Ele é apenas um simples humilde


Perante os olhos de Deus,


Ele é apenas um ser humano a mais




Infinitamente amado por ser parte da criação!




Mas ele é um a mais entre tantos,


A ser massacrado.


Nessa máquina sangrenta e nojenta,


Que sabe desfazer muito bem,


Daquilo que não lhe serve, embora provável.




O ser humano.


A vida se desintegra.


Porque os bons costumes,


O amor é inconsequente.




As vestes são sujas.


Porque carrega dentro de si


O pesado fardo das pobrezas


Geradas pelos refugos da nobreza.