Caminho pelas Estrelas Follow by Email

segunda-feira, 2 de julho de 2018

JORNAL TRIBUNA 2000 ANO V EDIÇÃO Nº 291 DE 29 DE ABRIL DE 2006 por Odenir Ferro


JORNAL TRIBUNA 2000 EDIÇÃO DE 29 DE ABRIL DE 2006
No sábado, dia 30 de junho de 2018, nós nos reunimos no Gabinete de Leitura de Rio Claro, Estado de São Paulo, Brasil. Pelo motivo de no dia 24 de Junho ter sido comemorado mais um aniversário de Rio Claro (SP), expusemos livros de muitos escritores e escritoras rio-clarenses, e fomos lendo crônicas, poemas, e, como a Escritora Márcia Fátima Spaziante, é uma das integrantes do CENTRO LITERÁRIO IPSIS LITTERIS, e como tenho muitos exemplares do Tribuna 2000 guardados com o maior carinho, e, mediante à tantos livros, sendo que muitos dos autores e autoras das grandiosas obras, já se foram para o andar de cima, então eu decidi fazer uma surpresa para a Márcia. Levei o exemplar do jornal cujo scanner está aí em cima, e declamei o poema dela, de surpresa. No momento até comentei que na época costumava viajar muito pela região de Rio Claro, divulgando e vendendo exemplares do meu livro, e cantando nos vídeos-K, Karaokês, que eram os modismos da época. Algumas vezes também declamava os poemas. Tempos bons, muito bons...

Poesia da Semana – Especial
“OUTONO”
Márcia Fátima Spaziante

O ar quente e abafado
por uma brisa suave é trocado.
As temperaturas ficam mais amenas!
Folhas começam a forrar o chão,
os frutos dão a sua coloração,
As tardes se tornam mais aconchegantes e serenas!

Despede-se o verão,
inicia-se esta nova estação,
as noites tem mais encantos!
As manhãs trazem mais beleza!
Reveste-se a natureza
de realeza por todos os recantos!

É outono que chegou,
tudo se transformou,
nesta época de poesia!
Onde o vento toca as vidraças indelevelmente!
Balança os ramos delicadamente!
Retratando paz e harmonia!...


Poesia
Maresia
Odenir Ferro

Meus pensamentos, tremeluzem o oceano
Agitando de amor meus moídos sentidos
Enquanto eu, caminho olhando sentindo
Entre uma estrela e outra,
A lua cheia, em alto-mar,
Sedutora, envaidecer-se.
Por detrás das nuvens
Onde respingados ares
Levemente vão, então,
Descortinando lhe!

As minhas emoções, vagam pela vaga.
Unindo-se à úmida maresia noturna,
Como se fosse uma calmaria risonha
Passeando pelas altas horas frias,
Numa alvoroçada madrugada de luzes
Onde a lua cheia veio contorcer-se
Na íris dos meus silenciosos olhos
Sempre tão repletos de sonhos...

Nos longos rastros do sereno
Que lentamente se descortina
Eu, sereno, caminho olhando
Entre uma estrela e outra,
Nesse ar respirado.
Nessas altas horas
Esse amor intenso
Vivido na maresia
Desse mar imenso,
Noturno e único!