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domingo, 30 de julho de 2017

Título do Texto: OS SERES HUMANOS. Autor: Odenir Ferro




Autor: ODENIR FERRO



Cidade/Estado/País:
RIO CLARO, Estado de São Paulo, Brasil
Site Livraria com os meus livros: http://www.livrariacultura.com.br/p/as-meninas-que-sonham-pétalas-dagua-29535435
Às Meninas que Sonham (Pétalas d’água) Livro de Poemas e Caleidoscópio Interior http://www.livrariacultura.com.br/p/caleidoscopio-interior-42155502# .
Recebi troféus, medalhas, diplomas, em Eventos Culturais, na Ordem da Confraria dos Poetas, e, Troféus Destaque do Ano em 2013: 1º Troféu: Dr. Pedro Aleixo e 2º Troféu: Poeta Carlos Drummond de Andrade, e 2014 e 2015 e 2016 e 2017



Título do texto: OS SERES HUMANOS.

AUTOR: ODENIR FERRO

Tema: PÁGINA DE SANGUE (Voz Contra a Violência)






Pura seiva viva da eternidade!
Autor: Odenir Ferro*



Desde o romper da bolsa grávida

Estamos envolvidos no líquido amniótico.

Nascemos, vivemos e morremos para a vida,

Dependentes da água, até no visual estético!



Somos amamentados, e o nosso corpo

Compõe-se, quase na sua totalidade,

Deste líquido que é tão milagroso...

E é a pura seiva viva da eternidade!



Fluente, influente, tornando-nos capazes

De vivermos livres, saciando a nossa sede,

Pois este líquido nos dá guarida, estabilidade.



Vivencial, emocional, espiritual, sublimando

A nossa capacidade de sermos os algozes

Amantes deste líquido que bebemos vibrando!



*Escritor, poeta e Embaixador Universal da Paz pelo Cercle Universel des Ambassadeurs de La Paix Suisse/France, reside em Rio Claro/SP, é membro correspondente da Academia de Letras de Teófilo Otoni.





Estamos ausentes do Teocentrismo para vivermos o egocentrismo. Os seres humanos são preconceituosos... O Mundo é preconceituoso! Estamos retroagindo nos meios existenciais, – inerentes aos elos socioculturais, – por onde as regras atuais da modernidade é a comunicação tecnológica. A qual nos direciona a um caminho através do qual, vamos expondo-nos de maneiras exponenciais ilimitadas – numa busca, talvez, de uma sociabilidade que procuramos por dentro e por fora de nós, sem encontrarmo-nos com ela; pois a essência verdadeira dos diálogos, dos apegos, dos apertos de mãos de carícias, enfim, toda a comunicação estética e espiritual, está banalizando-se através do visual, da estética e dos meios virtuais. A Humanidade está caminhando para interagir-se com a inconsciência propagada pelas Trevas... estamos ficando ausentes de Luzes Espirituais; pois estamos, – gradativamente, – nos desnutrindo fisicamente e espiritualmente, da Vitalidade Eterna propagada pela chama do Amor do Criador. Do verdadeiro sentido do Amor Espiritual. E da Paz Universal! Estamos ausentes dos laços da fé que nos une ao Criador. E consequentemente estamos sendo dominados por todos os tipos de medos e opressões: inclusive até, pelas opressões e medos que estão enraizadas no nosso interior.

Os seres humanos andam descrentes de si próprios até, e, esta descrença reflete-se no seu próximo. A Sociedade está se desencontrando das Virtudes Morais, ditas como regras do imaginário registrado nos conceitos da Teologia e das formas espirituais, afetuosas e íntegras – e, conscientes ou inconscientemente, – estamos trocando estes antigos padrões de vida, para vivermos os padrões tecnológicos do virtual. Estamos vivendo uma farsa, estamos nos deparando com várias rupturas da realidade, e, o que é pior: nós não estamos nos apercebendo disto tudo...

Já não olhamos mais para as belezas reais da Natureza. Mas sim, estamos contemplando os infinitivos elos sequenciais e virtuais, propagados pelas fotos, imagens, filmagens... estamos ficando ausentes, até, dos nossos espaços físicos. O sexo e a exposição sexual está ficando intrigante, instigante e cada vez mais banalizada... Ocorrem constantemente: estupros, inclusive entre laços íntimos familiares, ocorrem abortos, ocorrem crimes, ocorrem roubos, explosões, enfim, todo o tipo de pandemônios através dos quais vamos ficando corrosivos, emocionalmente, socialmente, e vamos perdendo-nos cada vez mais, neste labirinto de enganos, de farsas, de contágios químicos que vão destruindo a qualidade das comunicações, das emoções, das sensações... Estamos ficando impregnados com todos os ingredientes mais perversos e antagônicos aos bens louváveis e duradouros, e, que estão nos conduzindo aos parâmetros mais absurdos, que estão nos causando: inconstância, incredulidade, insegurança, pânico, e, acima de tudo, falta de Amor para com Tudo e com Todos. Inclusive para conosco mesmos!

Os instintos agressivos estão pertinentes e impertinentes em todos os meios sociais!

As pessoas estão plenas de falsas justificativas, plenas de máscaras, odiando-se ao fingirem-se amarem-se, enquanto vão cultivando a egolatria, menosprezando e ridicularizando as qualidades, capacidades, limitadas ou não e, acima de tudo, as virtudes naturais do seu próximo. Tudo isto está acontecendo, é claro, pelas costas. Ninguém está se motivando, ou poucos estão, a olharem-se cara a cara, frente a frente. Os diálogos senão estão sendo destruídos, estão sendo mascarados, e, nas diversas manifestações socioculturais, estamos nos precipitando a vivenciarmos as pantomimas, as loucuras, as indecências, e todos os tipos de despudores que se situam – todos, – dentro dos princípios dos incógnitos que se fazem presentes nos descaminhos das Trevas! Estamos vivendo uma nova Idade das Trevas! Uma Idade terrível e muito pior do que a Idade Média...

...Estamos ausentes de Deus! Consequentemente também, com todos os princípios de Espiritualidade, que nos envolvem dentro de todos os Elos: inclusive, até, os princípios socioculturais que englobam as manifestações relativas à moralidade... as inversões dos valores éticos, morais, culturais, espirituais, e, porque não dizer: físicos, estéticos, estão em alta... tudo o que é politicamente correto, está ficando em desuso. O que é explicitamente errado, está sendo cultivado, – idolatrado até, – como sendo um falso princípio correto.

O que é imoral está assumindo uma postura de falsa moralidade. Está havendo falta de constância, de persistência, de abnegação, carisma, empatia, e, é claro: muita falta de Amor!

Há falta de confiança em quase todos os seguimentos socioculturais!

Principalmente nos meios conjugais. As linearidades modernas dos laços familiares estão desvinculadas; ou, gradativamente desvinculando-se das tradições. Dos cultos, das culturas, dos parâmetros plenos de estigmas e paradigmas impostos pelos condicionamentos da religiosidade... dos bens morais, enfim, de todas as Hierarquias que compõem as inumeráveis estruturas geradoras das boas formações dos verdadeiros laços que nos unem: Todos! Dentro de uma Verdadeira Família Universal...!

As pessoas estão intolerantes. Intransigentes e, como sempre fomos: obsessivos e incapacitados de perdoarmo-nos uns aos outros. Estamos nos tornando insensíveis: a tudo e a todos; inclusive até, é claro: para conosco mesmo. Nós estamos ficando desprovidos de diálogos existenciais... Aqueles diálogos profundamente sublimados, aqueles diálogos interior, o qual nós, os exercitávamos perante as nossas capacidades criativas da alma... Nós éramos muito mais espontâneos de alma... Empáticos, amorosos, plenos, e, acreditávamos e esperávamos os acontecimentos bons ocorrerem, através das esperanças depositadas na fé, nos amores, nas paixões... desde as pequenas atitudes, os simples gestos, até os mais grandiosos, os mais louváveis, os mais integrantes, os mais impulsivos de emoções que nos faziam até, com que brilhássemo-nos através da aura dos nossos olhos (tanto os olhos carnais, assim como, e, acima de tudo, os nossos olhos espirituais, pois estávamos interagindo – sem nos questionarmos – com os incógnitos vindos da Divindade Eterna...

Já não temos mais, ou se os temos: são formais, casuais... eu estou me referindo daqueles abraços de reencontros, de ternura, de amor, onde até, sentíamo-nos fisicamente e espiritualmente, uns aos outros... e, até cheirávamos os odores corpóreos bons ou ruins, do nosso próximo...

Já não nos iludimos mais... por tantos e tantos motivos: desde os mais banais, até os mais inacreditáveis...

A nossa capacidade humana está limitando-se cada vez mais, dentro de nós mesmos. O imediatismo está em alta. Todos querem tudo para ontem. Todos querem, e ninguém está querendo se doar, se amar, se ferir, ferir ao abrir-se para os encontros inumeráveis das paixões...

... enquanto que: A criminalidade avança...

E, Deus, incondicionalmente, nos deu o dom da Vida... Para vivermos as belezas intraduzíveis... neste Todo que atua Eternamente... Por trás, e, através do que há, deste Miraculoso Mistério...!

As Fantasias estão no comando, assumindo controles do Imaginário. E promovendo o supérfluo como meio subjetivo e objetivo de vida.

A calúnia e a difamação estão revirando às avessas, todos os ambientes humanos. As Famílias estão sendo destruídas. Através de processos modificados, inversos e avessos aos bons costumes.

Estamos banalizando a Vida e ridicularizando a Morte. Ao invés de reverenciarmo-nos perante a Vida e Cultuarmos a Morte, acreditando nos Mistérios da Eternidade da Criação... Através do Único e Verdadeiro Deus: Criador de tudo e de todos!












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