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domingo, 9 de dezembro de 2012

Enc: "O Café e Suas Origens" Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro. Formatação de Iara Melo. Divulgação internacional e direta "Cá Estamos Nós" carlos leite ribeiro


----- Mensagem encaminhada -----
De: Carlos Leite Ribeiro 
Para: 
Enviadas: Domingo, 9 de Dezembro de 2012 21:03
Assunto: "O Café e Suas Origens" Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro. Formatação de Iara Melo. Divulgação internacional e direta "Cá Estamos Nós" carlos leite ribeiro
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O Café e Suas Origens

Pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

Formatação: Iara Melo

O cafeeiro é tido como originário da Etiópia (país africano), em cujos altiplanos e mesetas florestais vegeta ainda hoje em estado nativo. Levado para a Arábia entre os séculos Xlll e XIV, encontra-se nas encostas das montanhas e nos planaltos do Iémen. De Moca, na mesma Arábia, inicia-se a sua dispersão por extensa área geográfica, equidistante dos polos. Em 1690, os holandeses levaram cafeeiros para o Ceilão. Em 1699, foi levado para Java e, na mesma época chegou às regiões montanhosas do Sul de Índia chamada inglesa. O cafeeiro chegou a outros países como as Filipinas, os Estados malaios, a antiga Cochinchina, a Nova Caledónia, Hawai, às Novas Híbridas. A introdução no Novo Mundo prende-se, remotamente ao cultivo em solo europeu, por volta de 1706, com mudas originárias do Oriente e aclimatações no Jardim Botânico de Amesterdão. Os holandeses introduziram o café em Suriname, de onde passou à Guiana francesa e, desta, em 1727, para Belém do Pará (Brasil), pelas mãos do sargento-mor Francisco de Melo Palheta. A infusão lutou a princípio contra preconceitos de várias naturezas mas acabou por vencer as resistências ao seu uso. Chegou em 1645, a Veneza, onde se abriu o primeiro estabelecimento do género; em 1651, a Londres, onde meio século depois já contava com mais de trinta casas; em 1659 chegou a Marselha. Nos começos do século XVlll tornou-se conhecido na Escandinávia. No Brasil (colónia), introduzido no Norte, nos primórdios do segundo quartel do século XVIII, sua cultura estendeu-se ao Maranhão e acertas áreas do Nordeste e do Leste. Nos fins do mesmo século, começou a ser cultivado no Rio de Janeiro, com mudas originárias das que em 1744 foram plantadas no convento dos padres Barbadinhos. Com a transferência da Corte Portuguesa para o Brasil e a doação de terras a várias pessoas que acompanharam a Família Real na sua retirada de Portugal, os cafeeiros não demoraram a espalhar-se pelos contrafortes da Serra do Mar, perto do vale do Paraíba, atingindo grande expansão na então Província de Minas Gerais. Multiplicou-se a demanda de braços, o tráfico negro recrudesceu, e não tardou que o café ocupasse aquele vale até Areis, Bananal, Queluz, São João dos Campos e Jacareí, na província de São Paulo. No período de 1830-1860 caracterizou-se pela hegemonia da parte mineiro-Fluminense do mesmo vale, mas a partir daí cresceram as colheitas no trecho paulista, e iniciou-se a conquista do interior de São Paulo. O processo intensificou-se após a libertação dos escravos em 1888, quando chegaram ao Brasil fortes contingentes de imigrantes. O Brasil é o mais importante produtor mundial de café, artigo cuja exportação ainda constitui uma importante fonte de divisas. Nas condições de cultura insolada, tal como se verifica em algumas partes, predominantemente no Brasil, a matéria orgânica se exaure, ao fim de algum tempo, em virtude das fermentações aceleradas, favorecidas pela temperatura, resultando deste facto o carácter migratório de que se reveste a cafeicultura. Para contornar os inconvenientes da cultura em pleno sol, os lavradores de certas zonas recorrem ao processo de reunir quatro ou mais plantas numa só cova, tendo em vista proporcionar aos cafeeiros um sombreamento mútuo. Outro inconveniente da cultura não sombreada está na exposição das plantas aos efeitos da geada. Dos vários tipos de solo utilizados para esta cultura, a chamada terra roxa é a que reúne melhores condições de fertilidade, sendo por isso disputada pelos lavradores. Ocorre em manchas limitadas ao Estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Goiás, representando parte reduzida em que se planta rubiácea. A colheita é feita geralmente pelo processo da derriça, que consiste em correr a mão de alto a baixo, no galho do cafeeiro, fazendo com que se desprendam os frutos. Os frutos são ajuntados em montículos e, a seguir, abanados com uma peneira, sendo o conteúdo atirado para o alto, a fim de que o vento se encarregue de torná-lo livre de impurezas. Recolhido no terreiro da fazenda, é ali lavado em tanques e espalhado pelo piso, procedendo-se ao seu revolvimento constante durante dias, até que atinja um ponto ótimo de secagem ao sol. Segue-se a operação de beneficiamento, que consiste na retirada da casca e no polimento dos grãos numa máquina provida de crivos, classificando-se os mesmos segundo o tamanho, o peso e outras características. Processos mais recentes consistem em despolpar p fruto recém-colhido e submete-lo a secagem artificial. Desta planta de interesse histórico mundial, vamos aproveitar as sementes depois de tratadas por torrefacção, onde vamos encontrar como principal elemento ativo um alcaloide  A cafeína que apresenta essencialmente propriedades estimulantes ao mesmo tempo que desenvolve uma ação terapêutica termogénica. A sua inclusão em compostos deste tipo tem como fundamento o seu poder de potencializar as características analgésicas de vários outros princípios ativos como é o caso do ácido salicílico, além de ao possuir características de vasodilatador, permite um mais fácil acesso de todos esses diferentes princípios ativos. Houve época em que seu consumo foi proibido. Em 1615, um viajante italiano chegando a Constantinopla, escreveu que os turcos tinham uma bebida de cor negra que se bebe quente no Inverno e no verão "bebe-se lentamente não durante a refeição, mas depois, como uma espécie de gulodice, em goles, para cavaquear à vontade na companhia dos amigos. Não se vê nenhuma assembleia entre eles onde não se beba... mantém-se um grande fogo, junto ao qual estão prontas pequenas tigelas de porcelana... e quando está suficientemente quente, há homens destinados a esse serviço, os quais não fazem mais nada senão levar estas pequenas tigelas a toda o grupo, o mais quente que possa ser... e com esta bebida, a que chamam kafoé , divertem-se... por vezes durante sete a oito horas". No século XVII o café chega à Itália, à França, à Inglaterra e à Áustria. Diz-se que um viajante trouxe os primeiros grãos para Paris em 1644, com as xícaras e cafeteiras, tudo novidades. Em Paris finalmente o café encontrou o acolhimento ideal para seu consumo, quando um embaixador turco começou a servi-lo na sua embaixada. Quando passou a ser realmente consumido pelos europeus, a nova bebida foi considerada também como um remédio milagroso que "seca todo o humor frio, expulsa os ventos, fortifica o fígado, alivia os hidrópicos pela sua qualidade purificante, igualmente soberana contra a sarna e a corrupção do sangue, refresca o coração e o bater vital dele; alivia aqueles que têm dores de estômago e que têm falta de apetite... bom para as indisposições do cérebro... A fumaça que sai dele vale contra as irritações dos olhos e os barulhos dos ouvidos... para os catarros que atacam o pulmão, as dores de rins, os vermes, alívio extraordinário depois de ter bebido demasiado ou comido". Com tantas "qualidades" assim, é claro que o café caiu no gosto dos parisienses. Primeiro, vendido nas ruas por turcos vestidos a carácter, com turbantes e tabuleiros pendurados no pescoço, onde estavam a cafeteira no fogareiro e as chávenas.
Depois os próprios parisienses começaram a abrir casas ou estabelecimentos onde só se tomava o café, em geral em locais movimentados perto de teatros, de pontes, de lugares muito trafegados. O certo é que já no século XVIII existiam só em Paris entre 600 e 800 cafés. Esses cafés parisienses tornaram-se os lugares onde as pessoas se reuniam para conversar, namorar, descansar, tomar café e também licores. Alguns desses cafés parisienses do século XVIII ainda existem, no mesmo lugar, até hoje, como o Café Procope e o Café Regência. Fica a sugestão para quem for a Paris curtir as delícias tão antigas desses locais. Era o tempo da glória e da moda dos cafés, que em Lisboa já vinha importado do Brasil e por isso era barato. A ele juntava-se o açúcar brasileiro "em tão grande quantidade que, dizia um inglês, as colheres ficavam de pé nas chávenas ".  Nessa altura, o café passa a ser um bem de consumo, não só dos elegantes, mas começa também a fazer parte do gosto popular, e a ele é acrescentado o leite – o café com leite – consumido em mercados, nas cozinhas, nas esquinas das ruas europeias. Quando o consumo do café aumentou muito, a produção dele que inicialmente vinha toda da Arábia, passou a se organizar melhor e se espalhar pelo mundo no século XVIII. Primeiro foram plantados cafezais em Java, depois em uma ilha do Pacífico, depois na Martinica, na Jamaica, etc. No final do século XVIII a França já importava 36.000 toneladas de café e já havia entre os europeus, um mercado consumidor de aproximadamente 300 milhões de pessoas. Consequentemente, o café tornou-se um sector ativo da economia o que fez aumentar o interesse internacional em produzi-lo e difundi-lo no mundo todo. Parece ter sido por isso o interesse do Brasil, que já no século. XIX, havia importado grãos e organizado a produção do café, a tal ponto que este produto passa a ser o principal produto de exportação do país, por volta de 1830, em substituição ao açúcar. Em 1945, logo após o final da Segunda Guerra Mundial, a Itália continua tendo a primazia sobre os expressos e Giovanni Gaggia apresenta uma máquina onde a água passa pelo café depois de pressionada por uma bomba de pistão. O sucesso foi notório. Com a "quebra" da Bolsa de Valores americana em 1929, o Brasil teve a primeira grande crise de superprodução do café, tendo que o governo brasileiro promover a queima de estoques para tentar segurar os preços. Nos finais da década de 30, o Brasil tinha-se visto a braços com outro excedente de produção que foi resolvido com ajuda da Nestlé, quando esta inventou o café instantâneo. Superada mais essa crise, o Brasil continuou a ser o maior produtor mundial de café, embora nos últimos anos tenha de concorrer com outros países da América Latina. O café é, atualmente, a bebida mais consumida no mundo, sendo servidas cerca de 400 biliões de chávenas por ano. O tipo de café mais comum é o arábico, ocupando cerca de três quartos da produção mundial, seguido do robusto, que tem o dobro da cafeína contida no primeiro. A maioria das pessoas que consomem café diariamente desconhece as substâncias saudáveis e os seus efeitos terapêuticos: O consumo moderado de café (de três a quatro xícaras por dia) exerce efeito de prevenção de problemas tão diversos como o mal de Parkinson, a depressão, o diabetes, os cálculos biliares, o câncer de cólon e o consumo de drogas como o álcool. Além disso melhora a memória e, consequentemente, o desempenho escolar. O café contém vitamina B, lipídios, aminoácidos, açúcares e uma grande variedade de minerais, como potássio e cálcio, além da cafeína. O café tem propriedades antioxidantes, combatendo os radicais livres e melhorando o desempenho na prática de desportes. Doenças como enfarto, malformação fetal, cancro da mama, aborto, úlcera gástrica ou qualquer outro tipo de cancros não estão associadas ao consumo moderado de cafeína. Melhora a taxa de oxigenação do sangue. A cafeína chega às células do corpo em menos de 20 minutos após a ingestão do café. No cérebro, a cafeína aumenta a influência do neurotransmissor dopamina. Entre os malefícios causados pelo consumo excessivo de café podemos listar: Ação diurética compulsivo causadora de perda de minerais e oligoelementos, aminoácidos e vitaminas essenciais.
Causa enfraquecimento do organismo através da perda de sódio, potássio, cálcio, zinco, magnésio, vitaminas A e C, bem como do complexo B.
Possui relação direta com a doença fibroquística (eventualmente percursora do "cancro da mama").
Pode causar de pólipos (primeiro estágio do cancro no aparelho digestivo, verrugas, psoríases e outras afeções dermatológicas.
Reduz a taxa de oxigenação dos neurónios.
Provoca uma maior secreção de ácido clorídrico, causando irritações nas mucosas intestinais que causam colites e ulcerações, principalmente para quem sofre de gastrite.
Sua ação é acidificante do sangue, propiciando o surgimento de leucorreias, cistites, colibaciloses e variados acessos fúngicos.
Fontes Diversas
Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal
 
 
                          
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