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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Poema: ENIGMÁTICOS MISTÉRIOS Autor: Odenir Ferro


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Poema: ENIGMÁTICOS MISTÉRIOS
Autor: Odenir Ferro
 
Todas as Linguagens e as manifestações
Das expressões Divinas, todas elas são
Totalmente opostas aos entendimentos
Dos Humanos – Nós! -: Míseros Mortais!
 
Os Céus eclipsam elipsam, ocultam-se!
Dentro dos seus próprios dúbios mistérios
Desinformando-nos, desorientando-nos até,
Sobre os destinos mutantes dos paradigmas
Que se acercam das nossas nuances novas,
Numa realidade existencial tão atemporal
Que vai manifestando nossa vida espiritual
Enquanto despedimo-nos dos entes queridos!
 
Os Céus cobrem-nos com os seus mantos
Plenos de enigmáticos frios mistérios!...
Pelos quais vagueiam todas as incertezas
Da nossa vida tentando safar-se ou mesmo
Até, sedar-se, das emoções indesejosas.
Sublimadas, vivenciadas, nas incertezas
Da saudade, afrontando a nossa realidade!
 
Numa esperança guardando os amores febris
Desfeitos pela ruptura abrupta dos corpos.
Num contexto feito cheio de contrassensos,
Pelos quais as almas, vibrando por aqui,
Viventes ficam. Sem poderem libertar-se
Das opressas dores, destes infortúnios
Dos desesperos querendo aperceber-se
Dos mínimos segredos dos inconfessáveis
De algumas esperanças incompletas,
Inconceptas, inclementes, estúpidas,
Desonestas, desleais, mas que ímpares,
 
São as únicas capazes de nos aliviar, olvidar,
Abrandar-nos nas dores das nossas paixões.
Das nossas emoções rompidas, nas dores
Deixadas por fatalidades que se foram.
 
Partiram antes de nós, nossos amores!
Para um além que deveríamos acreditar,
Mesmo que fosse para que fosse ao menos
Sedarmo-nos desta nossa lucidez céptica
Crível apenas no real. No que vê, apenas.
Ou no que toca, tateia, sente e ressente.
Recusando-se a aceitar o Imaginário,
O fictício, o fantasioso, muito embora
O Todo que se contempla se completa,
E se incompreende, dentro do Mistério
É O que se perfaz nas Linguagens
Do Todo Soberano que é Único,
Pois é O que é Jesus Divino!
 
Entre os Céus, com o sol e as nuvens,
Com as chuvas e as nevascas, ventos e
Os raios e os trovões e as tempestades
E além, os cometas e os astros, asteroides,
Com as estrelas e a lua se encenando em
Todas as suas fases. Enquanto nós, seres
Humanos, entrevamo-nos enlutamo-nos,
Em todas as nossas faces cheias de sombras
Mediante todas as sobras destas dúvidas
Posicionando-nos entre a Fé e as nossas
Crenças arremessando-nos ao Mistério
Das insolvências das nossas dissoluções
Perante a Gloriosa força do Tudo!
 
Apesar de inteiros e unos ao Todo
Essencialmente, somos fragmentados
E únicos, ao condoermo-nos perante
Nossas próprias lancinantes dores.
Somos os avessos das nossas origens,
Embora apegados àquilo que não
Somos por não sabermos por não
Querermos ou não pudermos ser.
E o Céu, é uma cortina abstrata
Retratando os restos de algumas
Poesias, daquilo que somos nós!




 

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