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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Poema: LÂMINA GRAVE Autor: Odenir Ferro



 

 
 
 
 
 
Poema: LÂMINA GRAVE

Autor: Odenir Ferro



Nos melódicos ares, ou nos deprimidos vãos

As palavras movem-se, articulando os sons!

E nas ondas do viver, a gente não é feliz!

Apenas nos enfeitamos de felicidade



Criando forças por onde a sabedoria vive

Enamorando-se da livre arte pulsante

Que corre pelas silenciosas veias

Das emoções vibrantes que saem

Dos radiantes sonhos de luz,

Ativando as amorosas forças

Que moram na vida clamante

Do ego dos corações...



Amando, sonhando, acreditando,

Vamos brincar de fazer de conta...

Até nos fantasiarmos de cores e sons,

Sentindo o coração pulsar e, pulsando,

Crermos que o amor realmente existe!

Amor e felicidade é o verbo em ação,

Nos movimentos onde as palavras

Se fizeram carne pelo Verbo,

E a carne somos nós!

Somos o Verbo em ação,

As palavras somos nós,

E amor e felicidade é

A busca da nossa razão



Violência é lâmina grave, suja e cega

Ferindo inconsequente sem justificar

O Verbo e as belezas das suas ações,

Ao provocar em nós, a ira e a dor

Pelos seus movimentos contrários!



A violência massacra, pune e dói

O sofrido pulsar dos corações

Dos desajustados filhos,

Dos intranquilos pais,

Das oprimidas mães!



Das deprimidas Nações,

De liberdades cerceadas

Por cercanias de guerras

Onde todos os confrontos são:

Religiosos, políticos, étnicos e morais!

Comportamentais, assim como todos os ais

Mesmo os normais, mesmo os naturais!

Fazendo com que seja a vida,

Justificada cada vez mais,

Por atos banais.
 

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