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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

NOSSO SANTO GRAAL INTERIOR Autor: Odenir Ferro




 

Sinfonía Nº 5 Adagiotto (Gustav Mahler)
 
 NOSSO SANTO GRAAL INTERIOR
 
Autor: Odenir Ferro

Amar é sabermos como nos encontrar mediante um amplo estágio espiritual de abnegado e refulgente sublimado esplendor! Quando imprimimos na alma, as páginas emocionais constantes no histórico emocional pregresso do nosso amor. Fazendo um importante elo entre nossa vida vibrando-se dentro da harmonia expressa nos compassos rítmicos, das batidas dissonantes do nosso coração, perante o espetáculo tão inconstante, tão insolúvel, que as narrativas emocionais da natureza humana, sempre nos dispõem, ao vivenciarmos dentro das nossas experiências de vida, os afetos e desafetos que vão espelhando-nos uns nos outros, formando um elo seqüenciado. Dentro dum aprendizado sem fim.
Aprendizado que vai se tornando aos poucos, embora gradativamente, o merecedor dos nossos mais incansáveis e sempre tão valorosos enleios pelos quais vamos desnudando os anseios dos nossos emotivos sonhos espectadores deste lírico estado de amor.
Amor que se torna um mensageiro fiel deste nosso impetuoso e espirituoso estado de amar.
Amar é poder encontrar-se feliz, ao deparar-se com as portas abertas perante uma lógica vislumbrada entre as atitudes irracionais dos nossos sentimentos comparados aos nossos desejos práticos, objetivos e diretos – ao equilibrá-los laboriosa e pacientemente, com os nossos prazeres despertos entre as razões que sempre nos mostram a realidade de se seguir em frente – caminhando com os pés fincados no chão e sempre atento às pegadas deixadas nos rastros do passado.
Enquanto seguindo em frente, avançamos mirando nossos objetivos materializarem-se cada vez mais próximos da nossa atualidade. Enquanto vamos olhando para os afetos que se encontram e se concentram ainda, no futuro da nossa realidade porvir e que vão demonstrando, desnudando-se e instintivamente, sensivelmente, apontando-nos o percurso a seguir, dentro da direção certeira dos nossos passos que vão os seguindo. Certos, coerentes, cadenciados e seguros, rumo aos incógnitos deste futuro – enquanto ao mesmo tempo vamos deixando-nos livres, impressos dentro das mais sonoras, numas horas, e noutras mais silentes, entonações pulsantes e mais vivas ou mais sangrentas do nosso impulsivo, ditoso ou abstraído coração abnegando-se! Ou sublimando-se, extrapolando-se, através de todas as essências impressas nestas perfumadas páginas impregnadas de forças cênicas! Por atuarem explosivas em tão belos e poéticos enredos que se expressam nas lógicas mais irracionais que se imprimem dentro das nossas sempre muito apaixonantes atitudes para com o bem-estar da Humanidade inteira!
Podendo desta forma, viver a satisfação emocional perante as lógicas emocionais e inspirativas, concentradas no todo do inconsciente coletivo; aonde, através do qual, nós podemos fazer da criatividade da vida, algumas expressivas liberdades, ao recontarmos as venturas e desventuras das histórias humanas entrelaçadas com as outras mais diversificadas histórias que acontecem nos enredos dos demais reinos! Traduzindo em palavras, as emoções expressadas nos ritmos das vivências que vão se sucedendo através da riqueza apaixonável que atua em cada existência. E das quais, podemos com certa dose de habilidade inspirativa e emocional, recriá-las ao recontá-las através das Artes! Usando dos recursos dos dons que temos, aproveitando através das Artes, as construções literárias, que vão se formando através da trajetória da nossa existência... E desta maneira, usar estes dons para fazermos da nossa própria vida, uma alavanca, uma ferramenta de trabalho, uma haste, um apêndice, para que possamos dar uma continuidade ou amparo aos demais enredos de outras vidas que se seguem esperançosas iguais a nós. E então, gerarmos inúmeras possibilidades de forças criativas para encontrarmos uma saída satisfatória para solucionarmos de uma vez por todas, os inúmeros conflitos existenciais que andam acontecendo por este mundo afora! Penso obstinado e esperançoso, de que isto possa ser possível ainda, apesar de tudo. Apesar das muitas crises existenciais que se perduram por aí, dentro do nosso convívio social... Devido acima de tudo, a esta muita falta de amor que anda acontecendo por aí...
Amar é um fenômeno que criamos através da interpretação dos nossos sentimentos em relação a algo ou a alguém. Assim como o desamor também é um fenômeno que se apresenta em aspectos desorganizados, fazendo com que os nossos desajustes e desassossegos se tornem um mar bravio em noites escuras de fortes tempestades acontecendo em alto-mar.
Amar é calmaria, é resplendor de alma. São encantos manifestados em pureza sobressaída de pedaços vivos da Eternidade acontecendo em torno de nós. É como se o jardim do Éden estivesse sobre os nossos pés e as cores vivas da vida fossem apenas as exuberâncias advindas das belezas etéreas das árvores e das flores harmonizadas em muitas tonalidades de cores e difusas fragrâncias esparramadas pelos ventos acariciando as resplandecências refulgentes das luzes das nossas eternas essências primaveris vivenciadas nesta cadenciada calmaria embalada de profundo êxtase desenvolto num forte clima de encantadora paixão!
Cultivando, através das nossas, as outras muitas histórias; que virtuosas e venturosas, vêm-se se assomando junto às nossas expectativas de melhorias em qualidade de vida. Fazendo-nos então, com que sejamos uma ponte, um elo, um fio, um termo equilibrado da passagem verdadeira das mensagens que vibram perpétuas entre nós! Humanos que somos harmonizando-nos com as majestosas forças imperiais da Natureza. Centralizada nas essências pluralizadas que se encontram no Éter, dentro das primícias mais sensíveis do Sublime, no Eterno espaço atemporal aonde reinam as músicas mais belas – arquitetadas dentro das belíssimas ressonâncias da musicalidade eterna – que se derrama harmônica e melodiosa, através do Etéreo vibracional lírico do estado de Amor!
Amar é podermos conquistar a felicidade de se ter o poder da prazerosa força da comunicação nas mãos. E dentro da alma do coração, poder reproduzi-la, ao privilegiadamente ler, sonhar, amar, interpretar as mais puras e as mais belas intraduzíveis emoções plenas de anseios ricos de valorosos amores vivos, fortes, dramáticos e reais. Impressos dentro da poética essencial e existencial de todos os seres humanos que ainda se preocupam com as belezas entremeadas de extremados encantos vindos do amor, da paz, da união, da melhoria da qualidade de vida do Planeta, da amizade, da família, enfim, de tudo o que for bom, belo e duradouro para a harmonia e o equilíbrio da vida. Demonstrando todas essas dignas essências, nos ímpetos mais belos! Extraídos de dentro da própria alma, ao transpô-los para o papel – enquanto tecem as construções da lógica poética impressa na dialética – sobrevindas de dentro das mais profundas essências mais belas! E que se concentram no lírico e tão sublime estado de amar que se demonstra envolto ou desenvolto na alma emocional do espírito de cada um.
Criando-se, desta forma, uma complexa cadeia de boas atitudes que possam espalhar e espelharem-se através dos labirintos dos nossos mais profundos sentimentos. Como se fossem eles, uma inesgotável fonte de água pura, límpida e cristalina. Onde nela e através dela, somente concentrassem-se, extraídos dos mais sublimes anseios amorosos de todos nós – somente o que fosse o bom, o belo e o duradouro – e numa fórmula mágica que nenhuma razão compreendida dentro do nosso mundo quântico tridimensional pudesse ser desmistificada – esta poção milagrosa fosse somente sentida, vivenciada, saboreada através desta água milagrosa que viesse a tornar-se cada vez mais, uma forte poção mágica de saciável e tonificante fonte de consumo que miraculosamente, pudesse então, melhorar a qualidade de vida da Humanidade inteira!
E assim, através desta fórmula, através desta seiva extraída de dentro do Cálice do nosso Santo Graal interior, pudéssemos equipararmo-nos, equilibrando-nos na reflexiva balança das nossas razões e emoções! Espelhando-nos diante de todos nós, através dos nossos espelhos refletindo-se nos reflexos espalhados pelo mundo, possibilitando a nós todos, visualizarmo-nos com todo o apaixonante contexto dos históricos das nossas memórias emocionais, na intensa espiritualidade múltipla existente nas qualidades mais sublimes e amorosas residentes na alma de cada um de nós! Formando um gigantesco elo abrangente, envolvente, mediante a um comum acordo feito a partir do interior de nós mesmos. Ao integrarmo-nos com a totalidade dos humanos habitantes nos demais diversos lugares deste nosso gigantesco Planeta Terra!
Criando-se assim, a harmonia da beleza condutora, no fio magnético das vidas. Numa chama iluminada que se desperta numa realidade profusa. Encontrada na equiparada comunhão entre a vida essencial com a lógica do após morte. Depositando nas chamas vivas da esperança, os teores da fé essencial baseada nas forças das crenças. Numa profunda e imensurável realidade concentrada numa continuidade vivencial espiritual, através dos espaços etéreos da Eternidade!
Criando-se assim, entre todos os povos, a possibilidade assegurada da harmonia equilibrada de vivenciarmos a partir de nós e por nós todos, a tão sonhada Paz Mundial!
E desta maneira, criarmos e recriarmos numa ordem cronológica e cadenciada, a essencialidade fundamental de se amar com toda a devoção e fervor os entrelaçados históricos desenhados nos Registros das páginas da vida de cada um. Fazendo acontecer entre nós, à realidade deste manifesto, num sentimento que se resplandece em cada profundo íntimo de alma! Acalentando-nos com uma pura comoção, na formalidade dos laços contínuos da felicidade geradora, acima de tudo, das forças mais expressivas da União humana – baseando-se na confiança recíproca entre todos os seres humanos que se predispuserem a amar – ao criarem e recriarem para si e para o seu próximo, o bem-estar que sempre advém da bem-aventurança que se concentra dentro das inexplicáveis forças que se desprendem da lírica emocional do livre estado de se viver incondicionalmente, de se ser amado e de amar e amar-se, acima de tudo e apesar de tudo!
Tal como as primaveras concisas nas expressividades mais históricas de todas as Eras, aonde em cada ano, em todos os Continentes, em todos os Hemisférios, por todos os recantos do Planeta – em cada época diferente, de cada tempo, num local ou noutro do Planeta, ela renasce e renova-se nas forças carismáticas e mais belas da Natureza – assim deveremos que procedamos nós todos, diante aos tão enigmáticos, prazerosos e belos enredos que geramos através dos ímpetos emotivos do amor!


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