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sábado, 24 de dezembro de 2016

ARTIGO MÚSICA: SOMAMOS NOSSO AMOR EM DEUS Autor: Odenir Ferro







ODENIR FERRO

Rio Claro (SP) Brasil

Em cada final de ano, sempre espero com grande prazer, emoção e satisfação pessoal, ser convidado pelo PORTAL CEN, para escrever versando sobre o Tema: NATAL!

Sempre procuro escrever, versando, narrando, através dos meus reflexivos sentimentos atuais, no nosso momento presente!


Onde, ano após ano, eu sempre me questiono: Onde se encontra Jesus, atuando dentro da nossa atual existência, dentro desta Global Contemporaneidade?!

Nós seres Humanos, atualmente estamos sendo – diretos ou indiretos -, muitíssimos competitivos, dentro dos nossos êxtases megalômanos ou egocêntricos, o que está nos deixando ser, ou levarmo-nos a sermos:

 superperigosos, principalmente para com o nosso Planeta Terra e todo o seu ecossistema ecológico, no qual dele e através dele, precisamos para vivermos.

 Inclusive incluindo, todas as espécies de vida: O nosso arquibilionário planeta terra está beirando o caos total! Precisamos fazer algo, para nos mobilizarmos, numa tentativa de revertermos estes processos...!

Mas, bem... Natal é Família! Qual é o nosso procedimento em relação a este tão importante laço afetivo?

Natal é Amor: Qual é a importância que estamos dando para este sentimento – que, muito embora, sendo tão subjetivo, é primordial, é vital – para o nosso prosseguir, em postura correta, pelos caminhos socioculturais do nosso viver?

Natal é Fé: Quais são as nossas crenças, na atualidade...?!

As nossas tão cada vez, e a cada vez mais, sempre mais, incríveis capacidades de comunicações virtuais, estão alcançando quaisquer pontos do Planeta...! E, em átimos de milésimos de segundos...!

E, qual é a capacidade de comunicação de valorizarmos o ser humano próximo de nós, que está do nosso lado... Você já deu um afago carinhoso? Você já deu aquele super abraço de urso, você já se deu...? Se dividiu? Compartilhou?

 OLHOU OLHOS NOS OLHOS? Soube ser submisso, compassivo, entendeu os dilemas e conflitos atuais do seu próximo? E, acima de tudo, CULTUOU A SUA HUMILDADE...?!

“A nossa capacidade de comunicação virtual está alcançando qualquer ponto do Planeta, em milionésimos de segundos, logo, logo, se tornará em átimos de milionésimos de segundos... Incrível, com a Cibernética, acontecendo por aí...!”

E qual é a nossa capacidade de valorizarmos o SERMOS HUMANOS, dentro de uns atos instintivos, tão naturais, inerentes a nós, herdados pelos nossos Ancestrais, arraigados aos instintivos valores de Nós...?!

E qual é a nossa capacidade de valorizarmos o ser humano que está do nosso lado, que podemos compartilharmo-nos, através das mais inumeráveis e belas emoções que estão concentradas dentro do nosso íntimo, para falarmos de Amor...?!

As Leis de Deus, lógico: são divinas! E, dentro da nossa atualidade?! Estamos nos espelhando em Quem, ou, no Quê?!... Aonde nos baseamos para nos contermo-nos, através de Regras Sociais, dentro das nossas “Leis Político-Socioculturais-Financeiras-Atuais...?!

“OS VALORES E ENSINAMENTOS DE JESUS SÃO IMACULADOS!”

Nós, seres humanos, estamos ficando – através de todos os contextos gerais, de todas as sociedades modernas, na qual estamos vivendo, – cada vez mais, e mais, e mais: MACULADOS!

Estamos devassos, entregues aos imediatismos, aos individualismos, ou senão, às culturas de grupinhos seletos tipos: “Ai, nós sim! Somos os máximos... E aí...

“rola tudo”... Menos a capacidade do SER!

Muitos, embora corroídos emocionalmente, buscam e rebuscam, dentro de si mesmos, uma zona de conforto, para confrontar-se com os outros grupos, outras cidades, outras culturas, outras Nações...!

Estamos em total desarmonia com a PAZ!

Estamos cultuando os desencantos gerados pelo ódio, pelo ócio do desprazer, estamos cada vez mais desacreditados de nós próprios, enquanto vamos desacreditando do nosso próximo. Estamos banalizando a essência primordial do Amor, da União, da Fé, da Paz!

Estamos produzindo e vivenciando valores inversos aos valores da cultura dos sentimentos, do respeito mútuo, do carisma, da camaradagem, da boa educação, enfim, de todos os valores éticos que compõem a nossa integridade moral, – para podermos demonstrar a nossa espiritualidade, a nossa bondade, a nossa boa índole, a nossa boa-fé.

Estamos profanos e inversos aos valores espirituais do verdadeiro Amor! O qual, é o Atemporal Verbo Espiritual, composto através da unicidade Universal constituída pelos Mistérios da Santíssima Trindade, que são: O Pai, O Filho e o Espírito Santo, num Só Corpo!

Todos os Dezembros contidos dentro de Todas as Eras que compuseram todas as realidades das Histórias Humanas, e de todos os animais e de todas as plantas, enfim, de todos os Reinos: Sagrados, consagrados ou não...!

Contiveram-se dentro das celebrações do Natal! Num todo diferente a cada ano passado, mostrando um Todo sempre igual: a nossa busca pela nossa Salvação, através do Amor do Menino Jesus! Natal é tempo de celebrarmos o nascimento de Jesus Cristo: na atualidade, onde Ele se encontra, como Ele se apresenta, no meio de nós...!?

Onde é que Jesus está intercedendo, com o seu Séquito de Anjos e Santos, no nosso meio social, tão imediatista, tão conformista, tão desumano, cruel, explosivo, guerrilheiro e tão individualista?!

Jesus está podendo operar milagres na Humanidade atual, a qual, atualmente anda tão desumana...

Natal é tempo de busca de renovação espiritual! Tempo de reavaliarmos os nossos conceitos, as nossas emoções ou a falta delas... é tempo de cultuarmos as reflexões mais íntimas, dos nossos instintos espirituais...

Às vezes, paro para pensar em como está se processando, se procedendo, nas crianças da atualidade, as culturas do Natal; dentro das nossas culturas, as quais estão tão diversas e tão imediatas, e, tão descartáveis, e, tantas vezes tão alienadas aos vínculos, que nos distanciam uns dos outros, ao invés de nos unirmos, nos aproximarmos, dentro do que, deveria ser o ideal...

Lembro-me dos natais da minha infância: todos os anos eu montava o Presépio, na casa da minha avó materna. Minha saudosa vovó Amélia, que Deus a tenha!

No pomar da casa da minha avó, tinha a mangueira com parte em flor e outra parte carregada de mangas, quando chegava o mês de dezembro. Tinha o pé de sabugueiro com flores brancas, além do pé de pêssego carregado de flores rosas, além de flores diversas, como roseiras, hortênsias, e uma infinidade de verduras e pés de goiaba e bananeiras, pés de milho, e, até um pé de caqui e um pé de maçã, tinha na horta, além de muitos pés de mamão e abacaxis.

Minha avó tinha um quarto de despensa e era ali que eu montava o presépio: o lago era feito com um espelho. A terra era feita com a serragem. E, em volta do lago, eu o cercava com areia, pedregulhos, e limbo verde extraídos dos pés das laranjeiras. Enfeitava, também, grandes partes da serragem, com as flores de sabugueiro. Na manjedoura ficava o menino Jesus, com Maria e José... E, tinham os Reis Magos, tinham os carneiros, tinha o flautista, tinha o Anjo da Anunciação!

Tudo era muito lindo, tudo envolto num clima de paz sublime!

Os dias de dezembro eram iluminados...

As pessoas se preparavam, à espera da chegada do Natal, e, depois, o Ano Novo...

Feliz 1960, 61, 62, 63, 64, 65, 66, 67, 68, 69,... Felizes obscuros anos 70...!

Pretendo deixar aqui, o Registro de uma das minhas músicas, a qual eu a escrevi no ano de 2005!

III FEST VOC FESTIVAL VOCACIONAL 2005

Tema: Igreja, Povo de Deus a Serviço da Vida
Lema: Ide também vós para a minha vinha (Mt 20,4)
Título da Música: SOMAMOS NOSSO AMOR EM DEUS
Compositor: Odenir Ferro
Style: 098 Piano Arppegio
Tempo:
Song:
Duração da Música:
INTRODUÇÃO:  G D Em D D7 (só no cavaquinho)
G D Em D D7 (violão e cavaquinho)

                   G               D                                                                           
Eu posso crer, eternamente eu posso crer                        1ª passada só as meninas
                 Em                                  D
Na rica força, da presença desse Amor!
              G                      D
De coração, de corpo e alma posso crer                           2ª passada todos
                       Em                               D....  1ª Vez
No amor, na vida, na presença do Senhor!
                                                            G.... 2ª Vez
Repique batuque
              Bb              F
Posso sentir, de coração posso sentir,
               Gm                                   Bb
Nas maravilhas, das bênçãos do Senhor!
                    Bb               F
Ninguém jamais pode dizer só por dizer
                       Gm
Que um dia enfim, no seu caminho,
                                               F
Venceu espinhos de dor e solidão
              Gm                                  F
Sem a ajuda do nosso Deus de Amor!
          Gm                                    F
Na divina proteção do nosso Criador,           F7 Só percussão
(Na segunda passada vir até aqui, 2 vezes)

               Bb                   F
Somos razão, somos canção de emoção,        REFRÃO
               Gm                                    F7
Somos Igreja, somos um povo de Deus!
           Bb                       F7
De coração, somos palavras,
       Bb                                  F
Somamos nosso amor em Deus!
                   G
Eu posso crer... (somente uma voz feminina e piano)

Nesta disparidade social em que estamos vivendo, onde a tecnologia está tão aprimorada, onde a Era Cibernética começa a substituir até os mais nobres anseios humanos:

As potencias mundiais, as divisões sociais, cada vez mais tão acirradas, a pobreza, a fome, as epidemias, as devastações, os desmatamentos das florestas, a poluição ambiental, a criminalidade, o trânsito – tudo são fatores produzidos por nós: seres humanos!

Nós somos os maiores seres conflitantes que habitamos neste Planeta! Somos destrutivos, – creio eu, e, penso que um dos fatores que ocasiona este nosso estado de ser, – deve-se pelo fato de sermos, ou de termos inerente a nós, uma natureza extremamente egoísta. Não cultivamos o altruísmo e sim o egocentrismo.

A importância da Celebração do Natal, está principalmente no fato de podermos reavaliarmo-nos, dentro dos nossos valores espirituais; numa procura de nos reorganizarmo-nos, e ganharmos novas energias para conduzirmo-nos, – perante o viver, – numa renovada esperança, numa revigorante paz, numa nova atribuição, ao cultivo dos verdadeiros laços fraternais de Amizade.

Natal está ligado aos laços de Família.

Natal está marcado pelo glamour da beleza poética do nascimento, do despertamento para a beleza da vida!

Natal é tempo de esperança, de acreditarmos na Paz e na União entre todos os Povos!

E, muito embora, apesar de tudo: Natal é tempo de reacendermos a chama do Amor entre nós. É tempo de nos reconciliarmos com os nossos verdadeiros sentimentos e valores humanos.

É tempo de amarmos as nossas condições existenciais humanas, tão falíveis, e, tão limitadas! Mas, acima de tudo, acreditarmos na Imortalidade Espiritual da Vida, crendo nos princípios da Divindade, e vivendo a Fé, através das promessas deixadas por Jesus, nosso Mestre, condutor da Vida Eterna!

Natal é tempo de sentirmos e vivenciarmos o Sublime da Vida! A beleza encantadora das músicas celestiais, dos cantos gregorianos, das guirlandas, das velas, das luzes de natal, das belezas carismáticas e transcendentais das árvores de natal!

Acreditarmos na Árvore da Vida, na Genealogia, na nossa história de vida pessoal, ao refletirmos no porque estamos aqui...

Eu tenho a certeza plena, de que: nós não somos os donos de nada, e, muito menos de alguém...! Inclusive até, de nós mesmos...! Talvez, seja por este motivo que idealizamos e construímos, nas diversificadas e, nas mais variadas formas de poder e de ter, o nosso espiritual e corporal ir, procurando ignorarmos o quanto possível for, o nosso estado espiritual de ser. Cultuamos o corpo, saboreamos os prazeres da vida, e, vivenciamos o belo! Pois sabemos, instintivamente, que nada nos pertence!

Nem mesmo as essências divinais da nossa alma, que ampara o nosso espírito, dentro do corpo de nós mesmos! Aliás, nada nos pertence... Nem mesmo o nosso Espírito!

Nem os nossos estágios de vida individual, dentro do nosso histórico pessoal, ou compartilhado por quem quer que seja... Nem mesmo os nossos atos bons ou ruins, pecaminosos ou não, amorosos ou não...

Nada nos pertence! Tudo é efêmero e passageiro... Dentro desta realidade fatídica e poética, e, sublime... A qual, por ser tão misteriosa, é misteriosa:

 Dentro deste todo que é Eternamente Divino!

Feliz Natal a todos!

Odenir Ferro
 http://www.odenirferrocaminhopelasestrelas.blogspot.com  

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