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segunda-feira, 16 de abril de 2012



----- Mensagem encaminhada -----
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Enviadas: Domingo, 15 de Abril de 2012 21:29
Assunto: "Maria da Fonte - 15 de Abril". Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro. Formatação de HLR. Divulgação internacional e direta "Cá Estamos Nós" carlos leite ribeiro
 
 
 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
Maria da Fonte
 
15 de Abril

(Movimento popular que teve a sua origem na Póvoa do Lanhoso (Minho) a 15 de Abril de 1846 e que se estendeu depois a todo o Portugal)
 
 
 
Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro
 
 
 
Assim se chamou a revolução que rebentou no Minho contra o governo de Costa Cabral, mais tarde conde e marquês de Tomar. As causas imediatas da revolta foram umas questões de recrutamento, e a proibição dos enterramentos feitos dentro das igrejas, em que desempenhou um papel irrequieto e ativo uma desembaraçada mulher das bandas da Póvoa de Lanhoso, conhecida pelo nome de Maria da Fonte. Os tumultos multiplicaram-se, tomando afinal as proporções sérias duma insurreição, que lavrou em grande parte do reino.
A rainha D. Maria II, assustada com esta insurreição verdadeiramente popular, viu-se obrigada a demitir o ministério cabralista, chamando ao poder o duque de Palmela e Mouzinho de Albuquerque, mas, quando ,julgou que abrandara assim a revolução, e que o duque da Terceira, que nomeara seu lugar tenente nas províncias do norte do país, poderia reprimir as indignações do povo e estabelecer ali a paz, deu o golpe de Estado de 6 de Outubro de 1846, e sem nomear Costa Cabral, formou um ministério pronunciadamente cartista, presidido pelo marechal Saldanha. Esta notícia foi transmitida ao Porto pelo administrador de Vila Franca, e excitou a cólera dos portuenses. Rebentou então a revolta com espantosa energia, o duque da Terceira foi preso, e nomeou-se uma junta provisória, cuja presidência se deu ao conde das Antas e a vice-presidência a José da Silva Passos, que era a alma da revolta, e irmão do grande ministro progressista Manuel da Silva Passos. O visconde de Sá da Bandeira apareceu no Porto, aderindo à revolução. A Junta do Porto, é verdade que legislava em nome da rainha, e fazia-lhe manifestações de dedicação, mas o espírito popular estava sendo nessa ocasião bem pouco simpático à soberana, que desta vez tomara a iniciativa da contrarrevolução, dando o golpe de Estado de 6 de Outubro. O Espectro, jornal redigido por António Rodrigues Sampaio, e que se publicava em Lisboa, sem que a polícia conseguisse descobrir a imprensa que o imprimia nem os seus redatores, atacou pessoalmente a rainha pela sua intervenção nefasta na politica partidária.
 

A Junta do Porto, apesar de dispor de vastíssimos recursos, não era feliz, por causa da imperícia dos seus generais. Sá da Bandeira era batido em Vale Passos pelo barão do Casal; o conde de Bonfim era completamente batido em Torres Vedras pelo marechal Saldanha, em Dezembro de 1846, batalha em que foi morto o general Mouzinho de Albuquerque; Celestino era destroçado em Viana do Castelo pelo general Schwalbach, o barão de Casal tomara Braga, os marinheiros de Soares Franco tomaram Valença e Viana do Castelo. Ainda assim a insurreição era tão forte, que, para se lhe pôr termo, foi precisa a intervenção estrangeira. Uma esquadra inglesa aprisionou a esquadra da Junta com a divisão do conde das Antas que ia a bordo, e um exército espanhol, do comando de D. Manuel Concha, foi ocupar o Porto. Ao mesmo tempo as tropas da Junta, comandadas pelo visconde de Sá da Bandeira, eram batidas no Alto do Viso pelo general Vinhais. A convenção de Gramido. de 30 de Junho de 1847, pôs fim a essa terrível insurreição, que tanto assustara a rainha, que nem sempre mostrou com os vencidos a clemência que se poderia esperar da sua generosidade. A revolução da Maria da Fonte é um dos episódios mais importantes da nossa história politica do século passado. Foi nesse movimento que muito se salientaram homens, que se tornaram muito populares, como os dois irmãos Passos, Rodrigo da Fonseca Magalhães, José Estêvão Coelho de Magalhães, Manuel de Jesus Coelho, etc.
0 Maestro Ângelo Frondoni compôs por essa ocasião um hino popular, que ficou conhecido pelo nome de Maria da Fonte ou do Minho, que respirava um certo entusiasmo belicoso; e por muito tempo foi o canto de guerra do partido progressista em Portugal. Camilo Castelo Branco escreveu um livro com o título Maria da Fonte, que trata minuciosamente deste assunto. São também interessantes os Apontamentos para a história da Revolução do Minho em 1846 ou da Maria da Fonte, pelo padre Casimiro. Na Biblioteca do Povo e das Escolas, o n.º 167 é a história da Revolução da Maria da Fonte, pelo Sr. João Augusto Marques Gomes. Um dos primeiros trabalhos do romancista Sr. Rocha Martins intitula-se Maria da Fonte.
 
As Sete Mulheres do Minho (Popular/ José Afonso)
 
As sete mulheres do Minho
mulheres de grande valor
Armadas de fuso e roca
correram com o regedor 
         
Essa mulher lá do Minho
que da foice fez espada
há-de ter na lusa história
uma página doirada
         
Viva a Maria da Fonte
com as pistolas na mão
para matar os Cabrais
que são falsos à nação
 
 
O Cabral Fugiu para Espanha (Texto (discurso) de Hélder Costa -Letra Popular/ José Afonso)
Ele que só nos trouxe a maior miséria encontra-se a pagar a sua vilania num exílio vergonhoso em terra de Espanha.
Provou-se que o povo tinha razão. E provou-se também que a unidade de todos os cidadãos há-de levar de vencida essa corte corrupta e indigna. Temos de exigir medidas revolucionárias ao nosso governo. Não podemos permitir que o Duque de Palmela, o nosso ministro, continue nas mesmas águas turvas do Costa Cabral. Se não é capaz de tomar medidas que sirvam o povo, que vá para lá outro.
 
Aprende Rainha aprende
Mede bem o teu poder
Tu dum lado o povo d'outro
Qual dos dois há-de vencer
O Cabral fugiu p'ra Espanha
Com uma carga de sardinha
Com a pressa que levava
Nem disse adeus à Rainha
Viva a Maria da Fonte
Vê com esporas de prata
A cavalo na Rainha
Com o Saldanha á arreata
O Cabral queria ser rei
A mulher quer ser rainha
Foram-se os Cabrais embora
Só ficou a Luisinha
O Cabral fugiu para Espanha
Já lá vai para a Galiza
Com a pressa que levava
Nem disse adeus à Luísa
 
 
 
 
D. MARIA II - A EDUCADORA
 
Nasceu em 4 de Abril no Rio de Janeiro – Brasil, e reinou de 1834 a 1853)
Neste reinado, a guerrilha mina Portugal e arruína-o.
Para fazer face a compromissos inadiáveis são vendidos muitos bens nacionais, mas os homens que rodeavam D. Maria são de grande valor e honestidade. Têm preocupações no campo social, administrativo, educativo e desenvolvimento económico.
É criada a Associação das Casas de Asilo da Infância Desvalida. Faz-se a Reforma Administrativa. O continente é dividido em 17 distritos e as ilhas em três. Entra em vigor o Código Comercial de Ferreira Torres.
Em 1835 estabelece-se a obrigatoriedade escolar o que só veio a acontecer efetivamente no final do terceiro quartel do século XX.
Casou em segundas núpcias com: Fernando II de Portugal
Fernando Augusto Francisco António de Saxe-Coburgo-Gota (29 de Outubro de 1819 - 15 de Dezembro de 1885) foi rei consorte de Portugal pelo casamento com a Rainha D. Maria II em 1836. Foi filho de Fernando, Duque de Saxe-Coburgo-Gotha e de Maria Antonia of Kohary. Passou à história como O Rei-Artista.
De acordo com as leis portuguesas, Fernando tornou-se rei de Portugal apenas após o nascimento do primeiro príncipe, que foi o futuro Pedro V de Portugal. Este é o motivo pelo qual Augusto, primeiro marido de Maria II, nunca foi considerado rei de Portugal. Embora fosse Maria a detentora do poder, Fernando foi sempre um figura presente na política portuguesa e conselheiro de confiança da monarca. Fernando foi regente do reino 4 vezes, durante as gravidezes de Maria, depois da sua morte em 1853 e quando Luís e D. Maria Pia se ausentaram de Portugal, para assistirem à Exposição de Paris em 1867.

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro - Marinha Grande - Portugal
 
 
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