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quinta-feira, 29 de março de 2012

Enc: Inquietudine | Abertura: 02/04



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De: MIS - Museu da Imagem e do Som
Para: odenir.ferro@yahoo.com.br
Enviadas: Quinta-feira, 29 de Março de 2012 19:08
Assunto: Inquietudine | Abertura: 02/04
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Enc: [Mensagens_LunaeAmigos] A arte de traduzir poesia



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De: Daspet
Para: Grupo Luna & Amigos Luna e Amigos; MENSAGENS LUNA & AMIGOS Mensagens Luna e Amigos; Grupo Associação Interancional  Associacao Internacional Poetas del Mundo; Forum Grupo Forum de Cultura MS
Cc: Graça Ribeiro
Enviadas: Segunda-feira, 26 de Março de 2012 16:36
Assunto: [Mensagens_LunaeAmigos] A arte de traduzir poesia

 
----- Original Message -----
From: Graça Ribeiro
 
 
 

A arte de traduzir poesia

O escritor e professor Paulo Henriques Britto expõe sua visão de tradução e explica, com exemplos práticos, todos os elementos que devem ser levados em conta na tradução poética.
Por: Paulo Henriques Britto
Publicado em 24/03/2012 | Atualizado em 24/03/2012
A arte de traduzir poesia
O escritor levanta a questão: quais são os elementos de um poema que devem ser recriados para que a tradução possa ser considerada uma tradução desse poema? (foto: Pat Kilgore/ exposição Seu Sami, de Hilal Sami Hilal/ Museu Vale/ Itinerância MAM RJ)
A tradução é uma forma de reescrita; traduzir é reescrever um texto numa língua diferente. O objetivo é produzir um texto que possa substituir o original, para aqueles que desconhecem o idioma em que ele foi escrito. O tradutor é, pois, um tipo específico de autor.
O ofício do tradutor é semelhante ao do ator: ele exige do público a "suspensão voluntária da descrença"
Visto, porém, de outro ângulo, seu ofício é semelhante ao do ator: ele exige de seu público o que o poeta e crítico romântico inglês Samuel Taylor Coleridge chamava de "suspensão voluntária da descrença". 
Quando vou ao teatro – um teatro convencional –, sei que o ator que vejo à minha frente é um ator; voluntariamente, porém, ponho de lado esse conhecimento e, num outro nível da minha consciência, encaro-o como se ele fosse Hamlet, o príncipe da tragédia de William Shakespeare, suspendendo minha atitude de descrença em relação à existência real de Hamlet e à identificação entre ator e personagem. 
Do mesmo modo, quando leio uma tradução de Liev Tolstói ponho entre parênteses, por assim dizer, meu conhecimento do fato de que estou lendo um texto em português produzido por um tradutor brasileiro, e faço de conta que o livro que tenho nas mãos foi escrito por um autor russo em seu próprio idioma.  


Contar a história e imitar o estilo

O trabalho do tradutor exige que ele não apenas conte a mesma história contada por Tolstói, mas também que imite as peculiaridades de Tolstói como escritor, aquilo que encaramos como suas marcas de estilo: seu jeito de apresentar os personagens, de comentar toda a ação de um plano superior que lhe confere uma autoridade quase divina, sua maneira de utilizar a sintaxe etc.
O produto final da tarefa do tradutor tem que ser um romance em português, e mais: um romance em português que pareça, de algum modo, ter sido escrito por Tolstói.
Todas as exigências feitas à tradução de um texto em prosa ficcional se impõem ao tradutor de poesia
Todas as exigências feitas à tradução de um texto em prosa ficcional se impõem ao tradutor de poesia. Quando me proponho a traduzir um poema de Emily Dickinson, meu objetivo é produzir um texto que seja um poema em língua portuguesa e que também seja, de algum modo, um poema de Dickinson. 
É preciso 'dizer a mesma coisa' que Dickinson diz, e também dizê-lo do modo como ela o diz no inglês, um idioma muito diferente do português. Mas no caso da poesia, a exigência de escrever à maneira do autor original tem implicações drásticas. Na prosa de ficção ocidental parece possível, ao menos à primeira vista, estabelecer prioridades: há uma história a ser contada, que envolve determinados personagens num meio físico e social determinado; recriar isso seria o objetivo fundamental do trabalho do tradutor. 
Labirinto de livros
A tradução de um poema que não leve em conta a divisão em versos e os elementos rítmicos que caracterizam o original não é sequer uma tradução, diz o escritor. (foto: Pat Kilgore/ Sherazade - exposição Seu Sami, de Hilal Sami Hilal/ Museu Vale)
Criticamos negativamente uma tradução do romance Ana Kariênina que não reproduza com muita fidelidade alguns traços estilísticos do autor; mas se no texto que nos é apresentado como uma tradução de Ana Kariênina a personagem central é turca e não russa, e é uma esposa convencionalmente virtuosa e não uma adúltera, negamos o próprio status de tradução desse texto. 
Quando se trata de traduzir um poema, porém, nem mesmo isso pode ser pressuposto. Tomemos como exemplo o poema 108 de Emily Dickinson:
Surgeons must be very careful
When they take the knife!
Underneath their fine incisions
Stirs the Culprit — Life!
A primeira questão que se coloca ao tradutor é esta: que elementos deste pequeno poema é fundamental recriar para que a tradução resultante possa ser considerada uma tradução desse poema, ainda que não necessariamente uma boa tradução? 
Um leitor sem nenhuma sensibilidade para a poesia (e eles são muitos, infelizmente) poderia responder: o mais importante é recriar a estrutura de significados do original. 
Nesse caso, poderíamos dizer que uma tradução possível do poema seria esta: "Os cirurgiões precisam ter muito cuidado quando pegam a faca. Sob suas incisões precisas mexe-se o culpado — a Vida!"
Qualquer leitor, porém, que seja minimamente capacitado para a leitura de poesia dirá: mas isso não é um poema! De fato, uma má tradução de Ana Kariênina, por mais que ignore as opções estilísticas de Tolstói, continua sendo um romance; mas a tradução de um poema que não leve em conta a divisão em versos e os elementos rítmicos que caracterizam o original não é sequer uma tradução do poema, e sim algo diverso: uma paráfrase do poema em outro idioma, um texto que visa auxiliar a leitura do poema e não substituí-la.
Paulo Henriques Britto
Departamento de Letras 
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

 


Enc: Abertura individuais de Pingarilho e Onio



----- Mensagem encaminhada -----
De: galeria LOGO
Para: odenir.ferro@yahoo.com.br
Enviadas: Quarta-feira, 28 de Março de 2012 21:51
Assunto: Abertura individuais de Pingarilho e Onio
 


A galeria LOGO convida para a abertura das exposições individuais dos artistas Emerson Pingarilho e Adriano Cinelli.

Na sala 1, Emerson Pingarilho apresenta ZÆON, uma imersão no seu universo dinâmico e enigmático através de pinturas, serigrafias, esculturas, bandeiras, um livro de artista e uma performance que realizará durante a abertura da mostra. ZÆON é um nome que Pingarilho criou para lidar com sua exploração do geometrismo matemático através da incorporação de símbolos. Uma busca que também invoca experiências visuais baseadas em rituais amazônicos experimentados pelo artista. Ainda será lançado o CD com zine de AZTRAK, o projeto visual e musical de Pingarilho (guitarra e baixo) ao lado de MJP (sintetizadores e bateria eletrônica). 

Na sala 2, Adriano Cinelli, mais conhecido pelo pseudônimo Onio, mostra pinturas sobre tela em grande formato, desenhos e instalações na exposição Mapeamento Gráfico Aleatório. As tubulações, aglomerações e maquinários impossíveis que compõem o emaranhado gráfico de sua obra, são originados de um processo que chama de Infinitografia. Algo como um quase controle e uma extrapolação do desenho automático feito enquanto se conversa pelo telefone, por exemplo. Mas também uma estratégia para conectar a linha com diferentes áreas da mente, mapeando os interesses visuais do artista.
 
 
ZÆON - Emerson Pingarilho
Mapeamento Gráfico Aleatório - Adriano Cinelli (Onio)
 
> abertura sábado, 31 de março, das 11h às 19h

visitação de 1º a 28 de abril
de terça a sábado, das 11h às 19h
 

 
 
 
galeria LOGO
rua Artur de Azevedo, 401
Jardim Paulista
São Paulo, Brasil
tel 55 11 3062 2381