Caminho pelas Estrelas Follow by Email

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Enc: o povo



----- Mensagem encaminhada -----
De: Hazel São Francisco
Para: odenir ferro odenir.ferro@yahoo.com.br
Enviadas: Domingo, 22 de Janeiro de 2012 22:18
Assunto: FW: o povo


 
Date: Sat, 21 Jan 2012 14:26:25 -0200
Subject: o povo
To:


> Crônica de Rubem Alves - colunista da Folha de S. Paulo
>
> "Mesmo o mais corajoso entre nós só raramente tem coragem para aquilo que ele realmente conhece", observou Nietzsche. É o meu caso. Muitos pensamentos meus, eu guardei em segredo. Por medo.
>
> Alberto Camus, leitor de Nietzsche, acrescentou um detalhe acerca da hora em que a coragem chega: "Só tardiamente ganhamos a coragem de assumir aquilo que sabemos". Tardiamente. Na velhice. Como estou velho, ganhei coragem.
>
> Vou dizer aquilo sobre o que me calei: "O povo unido jamais será vencido", é disso que eu tenho medo.
>
> Em tempos passados, invocava-se o nome de Deus como fundamento da ordem política. Mas Deus foi exilado e o "povo" tomou o seu lugar: a democracia é o governo do povo. Não sei se foi bom negócio; o fato é que a vontade do povo, além de não ser confiável, é de uma imensa mediocridade. Basta ver os programas de TV que o povo prefere.
>
> A Teologia da Libertação sacralizou o povo como instrumento de libertação histórica. Nada mais distante dos textos bíblicos. Na Bíblia, o povo e Deus andam sempre em direções opostas. Bastou que Moisés, líder, se distraísse na montanha para que o povo, na planície, se integrasse à adoração de um bezerro de ouro. Voltando das alturas, Moisés ficou tão furioso que quebrou as tábuas com os Dez Mandamentos.
>
> E a história do profeta Oséias, homem apaixonado! Seu coração se derretia ao contemplar o rosto da mulher que amava! Mas ela tinha outras idéias. Amava a prostituição. Pulava de amante e amante enquanto o amor de Oséias pulava de perdão a perdão. Até que ela o abandonou.
>
> Passado muito tempo, Oséias perambulava solitário pelo mercado de escravos. E o que foi que viu? Viu a sua amada sendo vendida como escrava. Oséias não teve dúvidas. Comprou-a e disse: "Agora você será minha para sempre." Pois o profeta transformou a sua desdita amorosa numa parábola do amor de Deus.
> Deus era o amante apaixonado. O povo era a prostituta. Ele amava a prostituta, mas sabia que ela não era confiável.
>
> O povo preferia os falsos profetas aos verdadeiros, porque os falsos profetas lhe contavam mentiras.
>
> As mentiras são doces; a verdade é amarga.
>
> Os políticos romanos sabiam que o povo se enrola com pão e circo.
>
> No tempo dos romanos, o circo eram os cristãos sendo devorados pelos leões.
>
> E como o povo gostava de ver o sangue e ouvir os gritos!
>
> As coisas mudaram.
>
> Os cristãos, de comida para os leões, se transformaram em donos do circo.
>
> O circo cristão era diferente: judeus, bruxas e hereges sendo queimados em praças públicas.
>
> As praças ficavam apinhadas com o povo em festa, se alegrando com o cheiro de churrasco e os gritos.
>
> Reinhold Niebuhr, teólogo moral protestante, no seu livro "O Homem Moral e a Sociedade Imoral" observa que os indivíduos, isolados, têm consciência. São seres morais. Sentem-se "responsáveis" por aquilo que fazem. Mas quando passam a pertencer a um grupo, a razão é silenciada pelas emoções coletivas. Indivíduos que, isoladamente, são incapazes de fazer mal a uma borboleta, se incorporados a um grupo tornam-se capazes dos atos mais cruéis. Participam de linchamentos, são capazes de pôr fogo num índio adormecido e de jogar uma bomba no meio da torcida do time rival. Indivíduos são seres morais. Mas o povo não é moral. O povo é uma prostituta que se vende a preço baixo.
>
> Seria maravilhoso se o povo agisse de forma racional, segundo a verdade e segundo os interesses da coletividade. É sobre esse pressuposto que se constrói a democracia. Mas uma das características do povo é a facilidade com que ele é enganado. O povo é movido pelo poder das imagens e não pelo poder da razão. Quem decide as eleições e a democracia são os produtores de imagens. Os votos, nas eleições, dizem quem é o artista que produz as imagens mais sedutoras.
>
> O povo não pensa. Somente os indivíduos pensam. Mas o povo detesta os indivíduos que se recusam a ser assimilados à coletividade. Uma coisa é a massa de manobra sobre a qual os espertos trabalham.
>
> Nem Freud, nem Nietzsche e nem Jesus Cristo confiavam no povo. Jesus foi crucificado pelo voto popular, que elegeu Barrabás.
>
> Durante a revolução cultural, na China de Mao-Tse-Tung, o povo queimava violinos em nome da verdade proletária. Não sei que outras coisas o povo é capaz de queimar. O nazismo era um movimento popular. O povo alemão amava o Führer. O povo, unido, jamais será vencido!
>
> Tenho vários gostos que não são populares. Alguns já me acusaram de gostos aristocráticos. Mas, que posso fazer? Gosto de Bach, de Brahms, de Fernando Pessoa, de Nietzsche, de Saramago, de silêncio; não gosto de churrasco, não gosto de rock, não gosto de música sertaneja, não gosto de futebol. Tenho medo de que, num eventual triunfo do gosto do povo, eu venha a ser obrigado a queimar os meus gostos e a engolir sapos e a brincar de "boca-de-forno", à semelhança do que aconteceu na China. De vez em quando, raramente, o povo fica bonito. Mas, para que esse acontecimento raro aconteça, é preciso que um poeta entoe uma canção e o povo escute: "Caminhando e cantando e seguindo a canção." Isso é tarefa para os artistas e educadores.
>
> O povo que amo não é uma realidade, é uma esperança
>
> ________________________________



Enc: FRATERNIDADE fraternité fraternity fraternidad



----- Mensagem encaminhada -----
De: Cercle Univ. Ambassadeurs de la Paix
Para:
Enviadas: Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012 7:02
Assunto: Fw: FRATERNIDADE fraternité fraternity fraternidad


 
de notre ambassadrice MIRIAN WARTTUSCH BRESIL 
 
 
FRATERNIDADE
 
Venha até a mim, descendo alguns degráus,
Se eu tiver dificuldade de subir até você.
Me ampara... e subiremos juntos, veja bem...
Seguir sozinho é ruim... então pra quê?
 
Bons companheiros, sempre lado a lado,
Na estrada da vida, a cantarolar,
Não haverá obstáculo impossivel de transpor,
Se a dificuldade do outro, você não ignorar.
 
Sem esperar da vida recompensas,
Reparta e ama, faça sempre o bem.
Faça a partilha com gosto, e ao dividir,
Doe de coração e sem olhar a quem.
 
Deus lá do alto, aqui tudo espreita...
E a quem é solidário, e sua fé sustenta,
Ele cobre de graças... e Pai amoroso,
Àquele que doa, tudo o mais lhe aumenta.
 
 
 
FRATERNITÉ 
Venez jusqu'à moi, descendez quelques étapes, 
Si j'ai des difficultés de monter jusqu'à vous.
On se soutient… et d'aller tous ensemble… 
seul c'est mauvais… alors pourquoi ?
 Bons compagnons, toujours côte à côte,
 Dans la route de la vie, en fredonnant, 
 Il n'y aura pas d'obstacle impossible à franchir,
 Si l'autre est en difficulté  tu ne dois pas l'ignorer.
 Sans attendre de la vie des récompenses,
 Distribuez et aimez, faites toujours le bien.
Faire le partage avec goût, 
 donnez du coeur et sans regarder à qui.
 Dieu en haut ici tout se cache…
Celui qui est solidaire,  sa foi le soutient, 
Il est chargé de grâces… et de Père aimant,
Un don qui augmentera.
 
FRATERNITY
 Come until to me, goes down some stages,
 If I  have difficulties in assembling until with you.
 One supports oneself… and  to go all together…
 only it is bad… then why?
Good companions, always side by side, 
In the road from the life, while singing,
 It there will not have; obstacle impossible to cross,
If  other is in difficulty you do not owe to be unaware of.
 Without awaiting life of the rewards,
 Distribute and like, made always the good
To make the division with taste,
 give heart and without looking with what.
God in top here all hides… 
That which is interdependent, its faith supports it,
 It is in charge of graces… and liking Father, 
A gift which will increase.
 
FRATERNIDAD 
Venga hasta mi, descienden algunas etapas,
 Si tenga dificultades subir hasta a voces.
se sostiene… y ir juntos… 
solo ¿es malo… entonces por qué?
 Buenos camaradas, siempre costa a costa, 
En la carretera de la vida, cantando,
 Él allí no tendrá obstáculo imposible a cruzar,
 si otro estás en dificultad no debes ignorar.
 sin esperar de la vida recompensas,
 Distribuya y gusta, hechas siempre el bien.
Hacer la división con gusto, 
dé del corazón y sin observar a quién.
Dios en cumbre aquí todo se oculta…
 La que es solidaria, su fe lo sostiene,
Se encarga de gracias… y Padre que gusta,
 Una subvención que aumentara.
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Enc: Urgente correção de data: dia 28/01 lançamento do catálogo Percursos e Afetos



----- Mensagem encaminhada -----
De: Pinacoteca do Estado de São Paulo
Para: odenir.ferro@yahoo.com.br
Enviadas: Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012 15:48
Assunto: Urgente correção de data: dia 28/01 lançamento do catálogo Percursos e Afetos