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domingo, 29 de julho de 2012

Enc: [Caminho Pelas Estrelas] Estes são três dos meus três mil poemas! Autor: Odenir Ferro



 
 
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Poema: PAZ MUNDIAL
Autor: Odenir Ferro
A paz é um enorme vulcão,
Que me implode ao ir, no além de mim,
Levando os ódios todos pelo rumo afora
A caminhar silente no infinitivo deserto
Que se desponta na áspera incerteza do todo!
A paz condensa em si, existências de segmentos
Que de tão certos e providenciais que são,
E de tão densamente humanos que são,
Tornam-se intraduzíveis em palavras
Para poder descrever-lhes na pureza
Das belezas, singelidades,
E plasticidade poética
No além do emocional.
Enfim, esse vulcão vibracional,
É pura concordância especial!
Homogênea a um doce e intenso
Momento de expressivo amor uno ao todo.
Onde este todo é a incansável busca
Do ir ao encontro da pureza
Existente no Afflatus
De Deus!
E neste inspiracional emotivo, intuitivo,
Julguei que em paz, estivesse...
Quando para as minhas mãos olhei,
Vi que estavam elas, guarnecidas
Com um par de luvas; e feridas
Vivas, no meu peito senti! Pensei:
"Se em paz estou, esta paz entristece
A natureza morta, que em mim sobrevive."
Pois o couro que me embeleza, me guarnece,
É pele igual à de muitas outras vidas
Que em abatedouros, tanto perecem...
 
Poema: UNIVERSALIDADE DAS DORES HUMANAS!
Autor: Odenir Ferro
Intuo, ao aperceber-me dentro do meu universo,
O quão difícil é, atuarmos-nos com empatia pura
Sobre a universalidade das dores Humanas!
Muito mais complicado, então, se torna
Apercebermos-nos das dores dos animais.
Embora tanto, nos afeiçoamos a eles!
Não sei concluir, ao certo, mas é possível
Que na Natureza, até as plantas diversas,
Possam possuir, em si, formas de dores!
Por que não?! Dizem que elas sentem,
E se sentem, também dentro dos processos
Cognitivos delas existem os sofrimentos
Intraduzíveis aos nossos. Nós e elas,
Assim como tudo o que há na Natureza,
Apenas nos olhamos e nos desconhecemos:
- As dores de cada um é a de cada um de nós!
Quanto a nós, nos emocionamos, sentimos,
Sofremos, por muitos inumeráveis motivos.
E cremos!... Podemos pedir a misericórdia
Pelos os nossos atos falhos ou pelos acertos.
Na espera, na esperança, na paciência, no amor
Duma paz interior, consciente de que uma, alguma,
Divinal clemência, nos conceda, intercedendo por nós
Ao Criador do Universo, ao Cristianismo, ao Judaísmo,
Ao Islamismo, ao Budismo, aos Deuses Olímpicos, Lakshni,
Ganesha, Divindades Celtas, Incas, Hindus, Vikings,
Aos Deuses e Deusas Gregos, Romanos, aos Egípcios,
Aos dos Índios, dos Africanos, aos Líderes
Jesus Cristo, Mahatma Gandhi, Dalai Lama, Buda,
Fernando Pessoa, todos os Poetas, Odenir Ferro,
E toda a Humanidade dramatizando nossa História!
Todos nós, por nós, intercedendo, ao Criador do Universo
Enfim: - Para podermos viver as nossas Vidas, em Paz!
 
Poema: TAPETES DE SONHOS
Autor: Odenir Ferro
Nesta plácida claridade estimulante,
Dentro deste meu tão sincero poetizar
Sobre a vida, nos amores e os sonhos,
Sou um navegante tácito e tranquilo.
Dentro deste rio caudaloso e fluente
Que se esvai do interior vívido em mim,
Nas inúmeras vezes em que paro, refletindo
Sobre esta intensa aura de Luz emocionante
Que preenche as linhas, ainda tão brancas,
Com páginas e mais páginas com os meus escritos.
Enquanto vou me apaixonando pelas Letras...!
Aonde teço os esplendorosos e miraculosos,
Tapetes de sonhos reais. Refazendo na Arte,
A pureza verbal dos meus desencantos
Que me ferem nos augúrios ardores
Que me despe da minha realidade,
Para se nutrirem com os romances...
Para se investirem dentro do sensível
Que se cobre das flores despetaladas
Nas páginas que se tecem de destino!
Em páginas que se cobrem de sentidos
De refluídos ressentimentos dos ardores
Emocionados nos impulsos feitos de vidas
Enredadas entre as realidades e os sonhos!
-- Postado por Blogger no Caminho Pelas Estrelas em 7/29/2012 09:29:00 AM