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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Enc: Poema AGORA EU SOU REI, de Tito Olívio



----- Mensagem encaminhada -----
De: Tito Olivio
Para: Tito Olivio
Enviadas: Domingo, 19 de Fevereiro de 2012 17:13
Assunto: Poema AGORA EU SOU REI, de Tito Olívio

 
 
AGORA EU SOU REI
 
 
 (Ricardo Coração de Leão)
 
 
Tragam-me a chave de ouro da cidade
E o ancião que tenha mais idade,
A coroa e o cetro do poder!
Serei talvez um rei que não tem trono,
Mas ninguém vai dizer que é o meu dono,
Sob pena de na cela apodrecer.
Virão todos um dia agradecer
Que eu seja arguto e não um simples mono,
A deixar o vassalo ao abandono,
Pois quem governa deve proteger.
 
Não peçam pra mostrar minha linhagem,
Que eu descendo direto da paisagem
E sou o mensageiro das estrelas!
Minha missão consiste em ter mão dura,
Seguir meu norte sempre na procura
Das soluções que acalmem as procelas.
Antes de tudo, abram as janelas,
Deixem entrar o ar, para a loucura
Ir procurar a rota da secura,
Onde o demónio guarda as taramelas!
 
Plantem flores de esp'rança no quintal
E sonhos de amor dentro do bornal,
Dizendo em voz alta: vou sorrir!
O amanhã quer brilhar em nossas mãos,
Sendo todos iguais, todos irmãos,
Em marcha alegre até a paz florir.
Então o novo Éden vai surgir,
Quando já não houver ritos pagãos,
Quando nós todos formos cortesãos
Dum reino que não há, mas há de vir.
 
 
Faro, 28-01-2012      (02h00)
Tito Olívio