Caminho pelas Estrelas Follow by Email

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

O MEU POÉTICO CHÃO Autor: Odenir Ferro





----- Mensagem encaminhada -----
De: Varal do Brasil
Para: Varal do Brasil
Enviadas: Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2012 10:53
Assunto: Edição de janeiro


Olá amigos do Varal!
Recomeços nós temos todos os dias ao acordar cada manhã. É como se  desligássemos tudo em nossa vida, assim como um computador, para religar na manhã seguinte quando teremos a opção de simplesmente recomeçar de onde paramos ou praticamente recomeçar do zero, como se tudo estivesse por fazer.
Assim chega o Ano Novo: trazendo a sensação de que todo recomeço é possível e que, não importa onde tenhamos parado no ano velho, este novo ano poderá ser muito mais para nós.
Mas... Estamos preparados para tanta mudança? Estamos verdadeiramente preparados para fechar ciclos e iniciar novos?  Será que queremos e aceitaremos as mudanças?
Ao findar o ano que passou arrumamos gavetas e armários, jogamos objetos fora, passamos adiante antigas roupas que guardávamos com o sentimento de "um dia". Também aproveitamos o ensejo e mesmo certas pessoas foram convidadas a sair de nossas vidas. Voluntariamente ou não. É a vida, ela traz, ela leva; ela mantém, ela tira.
Por isto, mais leves, chegamos ao Ano Novo cheios de boas e grandes intenções: finalmente vamos fazer alguma coisa sobre o peso que não está bom e vamos de uma vez por todas largar vícios e buscar novas virtudes. Vamos estender as mãos para os que precisam e vamos também tratar de colocar nossas vidas para andar sobre os bons trilhos!
Fazer com que estas intenções se tornem realidade não é para qualquer um! Mas estamos recomeçando, tudo de novo está aí para nos ajudar. E vamos então, com fé em nossos atributos e a coragem que o frescor do ano traz, transformar nossos passos em uma vitoriosa caminhada.
Nós, do Varal do Brasil, acreditamos em você!
Temos a certeza de que você, neste ano que chega, não deixará para trás tantas boas resoluções. Sabemos que vai conseguir realizar as mudanças necessárias em sua vida. Mas sabemos também que saberá compreender a si mesmo se nem tudo for possível fazer.  A vida é isto, coisas possíveis num dia, não o são em  outros e certas      coisas que pareciam impossíveis, tornam-se nossa realidade! Por isto desejamos a você coragem e persistência. Acredite em você acima de tudo!
E para iniciar bem o ano, chegamos com a nossa revista de janeiro trazendo mais de oitenta talentos para você descobrir e redescobrir . São os mais variados temas, prosa e verso para o seu deleite.
Trazemos também nossa proposta para o catálogo oficial da Livraria Varal do Brasil para o Salão Internacional do Livro, que será impresso em Francês. Esta é uma oportunidade única de divulgação do seu talento!
Ah, e só para agradar especialmente você que está fora do Brasil e fica sempre com saudades da comidinha brasileira, trouxemos algumas receitas com o que há de mais suíço: o queijo!  Aprenda a fazer pão de queijo, queijadinha e... requeijão caseiro!
Bem amigos, aqui vamos nós para mais um ano.  Sigamos!
Feliz Ano Novo!
A Equipe do Varal
Editora-Chefe da Revista VARAL DO BRASIL
Diretora da Livraria VARAL DO BRASIL SARL
Membro Correspondente da Academia de Teófilo Otoni
Membro do Grupo de Escritores Lagunenses Carrossel das Letras
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 P Antes de imprimir pense em sua responsabilidade e compromisso com o MEIO AMBIENTE



 
 PROSA POÉTICA: O MEU POÉTICO CHÃO



Autor: Odenir Ferro






Um gosto de sal na boca e o aroma da terra lavada fluindo acima dos meus pés, enquanto piso descalço nas folhas ressequidas pela estação outono.


Um espelho em forma de muitos fiascos dos raios do sol refletindo nos meus olhos mirando tudo a minha volta. E em torno de mim, fica alumiando a minha emoção. Enquanto vou transmutando as minhas esperanças, quase subjetivas dentro das minhas sensações, no objetivo transparente do horizonte logo ali!


Na espreita, me mirando, entreolhando-me entre as plantas umedecidas pelas gotículas de chuva, que agora se ressecam na brisa amena do vento tépido pela tênue e tímida luz dos reflexos vindos dos raios solares; que pouco os deixam, a espessura das folhas plenas de texturas firmes e verdes, os adentrarem floresta dentro. Para virem refletirem-se no chão.


Enlameado chão repleto de folhas outonais caídas amarelecidas.


Onde eu as piso caminhando vagarosamente, pensando no meu chão.


O meu poético chão! O meu Universo construído pela minha imaginativa emoção em ação. E tracejado pelas linhas do meu coração!


Onde sempre vivo a rabiscar os esboços e faço uns planos e tracejo metas cheias de desenhos de letras. Sempre paginando e repaginando os percursos do meu viver. Ao ir desenhando-me em caricaturas coerentes com o meu profundo eu, através das linhas do meu sublime imaginário.


Pleno de força poética regida pela beleza eterna do Universo caminhando o planeta Terra entre as estrelas, rumo ao infinitivo incógnito da desconhecida imensidão.


Imensidão composta pela ígnea chama do Amor Eterno e Divinal da Sagrada Criação, que nós O denominamos reverentes e humildes, de Deus!






Enquanto piso folhas e flores ressequidas pelo tempo, espalhadas pelo chão feitas um gigantesco tapete. Penso e contemplo dentro e fora de mim a beleza do incógnito expansivo da plenitude amorosa que nos presenteia de pura e radiante clareza e carisma. Feito águas puras cristalinas jorrando até a fonte do nosso amor as nuances delineadas pelos contornos das composições que atuam entre o micro e o macro cosmos. Que ladeia-nos fora de nós, onde neles flutuamos, vivemos, vibramos, atuamos, enfim. Com a força da nossa vida motivando-nos a caminhar e criarmos ininterruptamente as texturas alquímicas do nosso próprio universo interior.


Rabisco uns desenhos de letras e deles extraio as palavras para compor as minhas mais complexas emoções. Por sentir a plenitude presente em todas as facetas que compõem o meu eu. Ao levar-me para fora de mim, ao ir projetando-me para fora de mim, com o meu senso criativo segurando a minha alma por um fio imaginário. Idealizado pelos sonhos das minhas memórias. Que fluem intempestivamente como se fossem uma grossa pancada de chuva inesperada, caindo pela floresta, agora!


Chuva que vem molhando meu rosto, misturando-se com as minhas grossas lágrimas e diluindo e misturando-se com o suor do meu rosto.


Fico eu, estagnado por uns momentos. Sempre atento a tudo, enquanto a chuva, do mesmo instante em que veio e caiu por não mais que uns poucos minutos, para de repente, estancar-se; enquanto por dentro de mim, deixo fluir o fluxo do meu sangue que o sinto fazendo corar as faces do meu suado rosto.


Enquanto a chuva para de repente, percebo que muitos grilos começam a orquestração sonora em conjunto com as cigarras, formando uma bela, melancólica e singela sinfonia que flui por todos os poros da floresta cheia de mato verde e perfumado.


Num relance de olhos, posso notar que acetinadas brumas de névoa úmida, agora emergem do plácido lago situado à minha esquerda.


Nas suas margens pode-se ver muitas flores d'água e pequenas vitórias-régias. Cujas flores de um tom rosa claro ficam expostas imponentes refletidas, no espelhado do calmo e cristalino lago.


Os pés de coqueiros estão inertes como rochas. Contemplativos mirando o azul celúreo do céu!


E os bambuzais, mais distantes um pouco dali, também refletem suas copas verdes mescladas de tons olivas, verdes musgos, indo até os tons mais amarelados e verdes claros de galhos de bambus envelhecidos ou ainda em broto. Tudo isso é possível ver do outro lado. Na margem oposta onde estou agora. E que fica entre eu e o lago. Mas que também se projeta se alonga e se mostra de forma inversa e espelhada dentro dele. Compondo uma bela imagem numa paisagem perene, flexível e quase inerte dentro dele.


Apenas pequenos movimentos de ondas pouco difusas e minúsculas, fazem movimentos circulares que estão presentes na dinâmica dos acontecimentos, devido aos pequenos pingos e respingos de algumas gotículas de chuva que ainda caem. Fazendo assim, com que estas belas imagens cênicas refletidas dentro do plácido lago, se tremeluzam de quando em quando, embora sem perderem a nitidez do foco.


Tudo em minha volta esta radiante por uma beleza sensivelmente cíclica e magnífica. E os aromas vindos da terra lavada e das plantas e do mato, após a chuva que caiu, fluem até o meu nariz, enquanto meus pés descalços vão tocando com pisadas firmes e seguras, os tapetes formados pelas folhas de outono caidas ressequidas pelo chão.


Vou assim avançando na minha caminhada.


Às vezes, eles, os meus pés, até afundam no lodo da terra ou na composição fofa dos acúmulos de muitas folhas que jazem umas sobre as outras, apodrecendo e virando esterco para fertilizarem, naturalmente, o fértil chão.


As folhas destoam-se em vários tons de cores degradee que se apresentam desde o verde até o amarelado ouro ou ocre. E também em vários tons de pastel e até de tons marrons escuros ou terra de siena queimada ou avermelhado telha ou vinho.


São assim que se apresentam as cores do outono, com estas folhas diversas de tamanhos e formas. E que se faz de tapete natural para que eu possa continuar o meu percurso desta caminhada lenta e suave em que avanço mata adentro, com os meus pés descalços, integrando meu corpo com a força da terra.


Vou assim caminhando vagarosamente, embora sempre. Num ritmo constante, ladeira acima. Exalando o forte perfume vindo das folhas dos pés dos enormes eucaliptos que impregnam o ar com suas fragrâncias refrescantes e energizantes.


Vou assim, avançando, seguindo o meu caminho com o meu íntimo taciturno e pleno de amor.


Tranquilo e em paz e observador de mim mesmo e de tudo a minha volta. Adentrando firme rumo ao encontro do ritmo lento e aconchegante deste compasso sentimental que me acolheu amadurecendo os meus sentimentos exatamente por ter vindo avante, sempre avante, fincando firmes os meus pés neste meu criativo mundo amoroso e sonhador. Que nada mais é do que o meu poético chão!


Um poético chão para pisar, viver e saborear as eternas nuanças projetadas do infinito Universo que se expande rumo ao futuro com suas incontáveis plêiades compostas por inumeráveis miríade de estrelas consteladas que o meu eu sublime vive a olhar, amar e reverenciar!









Olá, Desejo dizer que tenho mais uma vez, a grata satisfação de estar podendo participar do VARAL DO BRASIL Ano 3 - Janeiro de 2012 - Edição nº 13
Desta vez estou nas páginas 118 e 119 do Literário, sem frescuras!
Estou com o Conto O MEU POÉTICO CHÃO, por Odenir Ferro
Quando quiserem ou puderem, dêem um passeio por lá!
Grande Abraço a Todos!
Odenir Ferro
Escritor, Poeta,
Embaixador Universal da Paz