Caminho pelas Estrelas Follow by Email

sábado, 2 de maio de 2009

MEU PRIMEIRO POEMA IMPRESSO EM LIVRO /1986

Copyright@ 1986 By SHOGUN EDITORA E ARTE LTDA.
Coordenação Editorial: Christina Oiticica (Esposa de Paulo Coelho)

"A sua obra subia-lhe à cabeça. Vontade embriagada. O homem pode embriagar-se com a própria alma. Essa Embriaguez chama-se HEROÍSMO."

Trecho do livro 'OS TRABALHADORES DO MAR" - Victor Hugo (que conclui a leitura em 15 de Dezembro de 1999)


ODENIR FERRO

RIO CLARO - SP

EMBRIAGUEZ (págs. 84 e 85)

Caminhar ao relento, na brisa amena da madrugada.
Absorvendo na alma, a ausência das pessoas
Nas calçadas...
Esboçando nos tracejados amargos do rosto
Um sorriso indelevel e submisso ao antagônico.

Traçando nos pensamentos todos
O todo dessa desenvoltura absorta e voltada
Para o teor do fascínio despertado nas emoções desalinhadas.
Que batem no peito,
Quando deparamos com a solidão tácita
E desoladora que se bate, e se debate e vai.

Abatendo aos poucos a dinastia imperial.
Exaurindo a construção do nosso mundo interior.
A neblina da vida vai.
Oprimindo e deturpando a visão.
E as imagens começam trêmulas,
Nebulosas e, lentamente,
Iniciam a caminhada cambaleante.
Diante o espelho dos nossos olhos.

E tudo vai se esvaindo como se fosse eles,
Os pensamentos, sonhos irreais que se esvaem da alma.
Do mundo interior. Simplesmente deixado nas marcas
De profundos dissabores nostalgicos.

Formados por imagens nitidamente refletidas
Dentro do coração. E, aos poucos, vai-se...
Esvaindo como nuvens de fumaça. Até, por fim,
Evaporar-se eternamente.
Neste ar de brisa amena envolto nas nuances negras da madrugada.

As primeiras horas do dia começa a se formar num chuvisco.
E onde tudo é silêncio, como num passe de mágica,
Começa repentinamente haver ruídos.
Investinguíveis(inestinguíveis) ainda, a sensibilidade dos ouvidos.
Já habituado a magnanimidade da paz maravilhosa.
Reinante no silencio da noite; quando a noite é,
Profundamente silenciosa.

E logo começa o céu a clarear-se.
E as horas seguidas iniciam-se com o brilho
Dos primeiros raios solares e menos(amenos) pela fria chuva fina que cai.
Em sua luz cambaleante e tremeluzente,
Começa o despertar da habilidade
De pessoas.

Clamando as mesmas para que despertem do sono.
Dissipem a profundidade dos sonhos.
Esquaçam-se(esqueçam-se) temporariamente dos sonhos.
E voltem a realidade objetiva existente
Com a luz do dia.

E um novo dia então, amanhece.
Uma esperança nova que se inicia.

E na existência real de um coração
Que pulsa a energia da vida.
A esperança de se ser viver feliz.

Redobrando as energias carismáticas.
Em toda a plenitude da beleza existente na alma.

E ao longe, o mar banha as praias.
E balança esse confortante veleiro.
A procura de novos horizontes...