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sábado, 27 de dezembro de 2008

ANO NOVO: ROMÂNTICOS PROJETOS EXISTENCIAIS

ANO NOVO: ROMÂNTICOS PROJETOS EXISTENCIAIS

Autor: Odenir Ferro

Os dias que se avançam entre pós dia em que comemoramos o Dia do Natal até a chegada do dia último do ano velho, para que então festejemos a celebração do primeiro dia do Ano Novo que se inicia, são sempre feitos de certa festejada preguiça sem pressa.

Muito embora ansiosa pelas renovadas esperanças cheias de expectativas compulsivas de muitos sonhos festejados entre muitos outros sonhos mais que ainda estão para que sejam comemorados.

Tudo vai indo circundando em torno e a volta e nós, enquanto por dentro, vamos tecendo nossos novos planos.

Avaliando as conquistas, tentando entender o que aconteceu para que nos frustrássemos em determinados momentos...

E brindando, celebrando a virtude concretizada dos bons momentos!

Enfim, é tempo de espera, estes dias.

Uma transição rápida entre um ano velho e outro ano novo, enquanto avaliamos nossas bem-aventuranças vividas, comparadas com as nossas decepções sentidas.

Vamos assim, nos avaliando numa pequena autocrítica sem muitas censuras. Movimentando-nos rumo ao novo ano que já começa a despontar os seus luminosos raios que aos poucos vão formando uma aura dourada pela sua luz.

Bem logo ali!

Num futuro não muito distante de nós.

Enquanto presente dentro de nós, ao irmos avançando pela vida, vai vivendo a realidade da partida de mais um ano que se finda.

Penso, dentro deste comparativo entre o novo e o velho, embora estejamos nos posicionando numa metáfora comparativa puramente abstrativa, muito embora plenamente assimilada no nosso inconsciente coletivo, que esta realidade fluida e fluente na nossa nova aceitação para darmos crédito aos espaços do ano novo que se inicia, como sendo uma mera transição entre mais um ano velho partindo ao ceder o seu lugar ao ano novo que chega e nos aconchega de supremas expectativas criadas dentro dos nossos anseios. Apenas por vivermos e realizarmos os nossos muitos desejos projetados, parcialmente realizados e muitos ainda inacabados. Esta é a gama da força que nos impulsiona na continuidade da busca do nosso bem-querer viver!

Quanta realidade e destreza há, dentro duma atitude para conosco mesmos: ao olharmos e nos abstrairmos e nos aventurarmos na cadência abstrativa desta figurativa realidade presente nas vivências de nós todos.

Então paro para comparar as nossas atitudes reais para com o abstrativo figurado, muito embora concreto, que atua entre um ano velho partindo com um novo ano chegando.

E se instalando dentro da realidade de todos nós, ao fincar o seu espaço de ano novo de novo, dentro do espaço do ano velho, já antigo e começando a ficar alheias em relação às nossas novas realidades recriadas por todos nós, a partir de dentro do nosso inconsciente coletivo.

Nós, quanto seres humanos que somos, somos também assim, penso eu. Iguais aos anos que se vem e que se vão... Como se fôssemos ondas de um imenso oceano que, muito embora navegante por todos nós, pouco inexplorado pela maioria de nós todos!

Vivemos trocando de lugar, buscando e rebuscando uma nova postura, um novo acerto, uma nova aceitação ou uma brusca recusa.

Um encontro, um encanto, uma afirmativa, um amoroso estado lírico hipnótico de se ser e se vivenciar dentro do nosso ininterrupto canto, expressivo canto, tudo o que sai, que se esvai da altíssima e afinadíssima sonoridade espiritual da nossa alma vibracional que se compõe ininterruptamente dentro do nosso pleno estado de bem-querer viver, amando!

Envelhecemos e morremos no ato contínuo do viver, enquanto nos remoçamos e ressuscitamos num vigor pleno, toda a nossa alavancada existência dentro do fio invisível que é esta magnética e compassada linha contínua que escreve em páginas imaginárias, embora reais, toda a gama da nossa história onde vamos criando e recriando sempre atuantes, amantes, militantes, as nossas mais abstrativas e sonhadoras realidades impulsionadas pelos fios invisíveis que cremos que existam com a absoluta força da certeza depositada nesta Fé quase ingênua e pura.

Aonde nela, nós vamos nos amparando sem muito querer ou até mesmo sem não querermos, examiná-la à fundo, dentro do intuitivo eu arraigado na profundidade das nossas emoções!

Numa procura inútil e desnecessária de querermos saber, mesmo que seja na realidade fatídica, se a fé no tudo que cremos e trazemos no histórico amoroso da nossa alma espiritual é construída nas ações lúcidas ou puramente sonhadoras, dentro dos nossos muitos anos de existência em que vamos validando-a adentro do nosso contexto vivenciado dentro da nossa história. Fazendo com que ela seja real ou não!

Não importa questionarmos as nossas crenças.

O importante é cultivarmos as nossas crenças com absoluta e intraduzível certeza plena de fé ao crermos de corpo e alma, em algo ou em alguma realidade suposta que seja alheia ao nosso universo pessoal e que seja de uma estremada força suficiente capaz de avançar-nos a partir das nossas próprias raízes, fazendo com que possamos adentrar num imaginário desconhecido e avançarmos com a nossa realidade exuberante, transbordante de vida plena, tal qual igual fazemos ao trocarmos nossos espaços vividos dentro da ternura já antiga de um feliz ano velho, para as sensações novas de aguçadas expectativas cheias de muitas doçuras envolventes de amorosas e carismáticas esperanças ao nos deixarmos fluir em tranqüilidade tão plena de românticos projetos existenciais, para uma certeza de mais um novo e enigmático e incógnito ano!

Embora muito presente, envolvente e real novo ano que se aproxima, se inicia...

Rompendo as muitas barreiras que cercam os mistérios que se circundam em torno da nossa vibracional e inspirativa realidade onde a atuamos presentes nas dimensões da vida vibrante pelo nosso estremado viver!

Feliz Ano Novo! Salve 2009!

Odenir Ferro