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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Mensagem Poética: MEU TEMPO / Autor: Odenir Ferro

Mensagem Poética: MEU TEMPO

Autor: Odenir Ferro

Eu gosto de falar do meu tempo, quando, querendo transcorrer nos incontáveis sentimentos que se alojam nos meus versos, vou vivendo esta presteza de tudo o que se propõe na grandeza da lírica do sentir o pulsar firme da vida coerente ao filme do meu tempo.

A percorrer ativo dentro do atino silencioso do meu ávido a avulto esplêndido ato de ser um ser presente aos momentos importantes do meu tempo.

O meu tempo é um fluído sentido fazendo do meu ser, um passageiro de mim mesmo!

Aonde a minh’alma abraça os anseios sublimes do meu corpo enlaçando-se neste caminho existencial que passa por nós, entrelaçando todos os componentes desta vida dinâmica que vai rumando no tempo repassando os momentos fluentes das correntes formadas por muitos elos de emoções que vão se agrupando dentro das sensações estáticas que compõem o nosso refletir.

A vida é um profundo desempenho cheio de nuances que vão abraçando as causas e as razões emocionais do puro estágio do amor, onde as dimensões das belezas são as regras por onde se figuram as certezas e as incertezas que se compreendem entre a lógica do puro sentir, motivadas pelas regras do exato existir!

Este é o parâmetro abstrativo, embora muito real, que se figura nas dimensões do meu tempo!

Um tempo perfeito onde o meu mundo caminha mudo absorvendo num aprofundado silêncio, as agudas reflexões das inflexões deste meu tempo! Onde tudo parece ter uma alquimia cabalística sem fim...

Onde tudo se entrelaça e se completa e se desprende de mim, ao surpreender-me com as aderências que se prendem nesta minha caminhada onde os meus olhos espirituais procuram discernir dentro do meu eu emocional intuitivo, os parâmetros que se entrelaçam entre tudo o que é o certo e tudo o que é o errado dentro do meu conceito formado entre o que é incerto e o que é exato.

Quando procuro encontrar uma certeza plausível para o que é lógico, exato, real e não insano.

O meu tempo é um grandioso e importante Templo que me auxilia a compor o meu eu por inteiro. Procurando corrigir meus desajustes continuamente, enquanto vou avançando pelo meu existir, numa caminhada em que vou vivendo acertando com os meus acertos, numa procura ininterrupta do que próximo deveria ser tudo aquilo que nunca se basta ou se preenche por somente ser quando buscamos nos deparar com as magnânimas forças de tudo o que é Perfeição!

A bondade, a misericórdia e a compaixão é um mero sopro de Perfeição!

Pois dentro da trajetória silenciosa do tempo, estes sentimentos são emoções transcendentes da pureza inspirativa do profundo Amor!

O exuberante viço das flores compõe a essência da beleza cativa que vai motivando o meu intuir a pensar no esplendor da minha existência por compreender as razões e as causas deste meu tempo que vou percorrendo-o ao ir avante amando e recriando as páginas da minha vida com os meus versos compostos numa cadência apaixonada aonde as minhas palavras vão registrando os meus apaixonantes sonhos que vão vibrando e movendo-se na roda da minha razão existencial.

Tudo isto vai acontecendo nas mais inumeráveis maneiras ininterruptas das minhas impressões e expressões interpretativas da vida, quando eu vou avançando no meu tempo, sempre e a cada vez mais, um pouco a mais, dentro do meu compreensivo e compenetrado e compulsivo sentir as auroras e os ocasos dos dias juntamente com os prelúdios e os plenilúnios existentes dentro das dinâmicas razões emocionais e espirituais que atuam constantes dentro do meu existir.

Sempre querendo despertar-me para uma realidade mais cativante, mais envolvente, muito mais abrangente, dentro desta lógica que se compreende entre o meu todo e o profundo da totalidade do meu tempo interagindo com a realidade espacial do Universo!

Universo que nos envolve a tudo e a todos, dentro deste complexo mundo subjetivo que engloba uma importante faceta da realidade virtual dos nossos sentimentos, espelhando as máximas posturas de nós mesmos, perante o nosso puro existir!