Caminho pelas Estrelas Follow by Email

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Snooker 14 Disco Bar, local onde costumo ir!

Este é o ponto de encontro da cidade onde muita música de época, como dos anos 60, 70 e 80, muita MPB e muitas músicas internacionais que marcaram uma época são revividas em video-clipes enquanto rola muita conversa e diversão e cerveja!

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Crônica: Nítidos Contrastes Reveladores

Crônica: Nítidos Contrastes Reveladores
Autor: Odenir Ferro

Nos dias de hoje, quando paro para refletir, ou para pensar e repensar no cotidiano dos dias plenos ou comuns, sinto que a realidade vem pesar sobre os meus sentimentos. É quando então eu me sinto na obrigação íntima e pessoal de concluir no quanto está cada vez mais complicado e difícil podermos compartilhar ou mesmo pensarmos sequer em compartilharmos dos nossos sorrisos, dos nossos desejos, dos nosso anseios, dos nossos tópicos comuns, da nossa participação afetiva no tocante aos movimentos da vida, enfim, podermos compartilhar dos nossos momentos de felicidade com os nossos irmãos próximos, muito próximos ou distantes, ou muito distantes de nós.
Pessoas que como nós, vivem a procurar os objetivos e realizações ao percorrerem os ciclos do viver onde muitas vezes em fases de muitas catástrofes naturais, vivendo sobre muitos infortúnios ocasionados por diversas desordens acarretando-lhes sofrimentos, amargores, insatisfações e infelicidade...
Nos dias de hoje, quando paro para pensar, para intuir, sentir o ar da vida que flui em torno do meu ar, muitas vezes carregado de sentimentalismos, chego a ficar aturdido pelas dissonâncias que se fazem presentes nas regências que fluem de uns para outros, dentro da criação natural dos ciclos da vivência de cada qual, quanto seres humanos que somos, na constante caminhada pelas performances da vida.
Onde a felicidade bate à porta, num dado momento para uns, enquanto arranca os telhados e destrói os lares para muitos e muitos outros. Massacrando as esperanças do cotidiano comum com uma brutalidade invisível, embora tangível, com uma fúria em forma de mãos impiedosas regidas pelas forças descomunais da natureza. Destruindo desta forma, casas inteiras, cidades inteiras, devastando em segundos, lugares imensos!
Como é difícil ser feliz, estampar um sorriso no rosto, enquanto sabemos que vivemos diariamente como se estivéssemos equilibrando-nos dentro da balança imaginária da nossa sorte, a realidade da nossa vida física e espiritual, pesando o nossos destino, à borda de uma apavorante, medonho e ruidoso Vulcão intempestuoso e sempre predisposto a qualquer momento, sem pedir-nos licença, vir atormentar-nos com uma avalanche de desmoronamentos destruição e mortes...
Nos dias de hoje, paro para pensar no quanto está difícil e até chega a ser constrangedor, fartar a alma e o espírito em muitas e fortes orações para renovarmos sempre a nossa aliança com o Criador. De fartar-se de estudos e conhecimentos intelectuais e culturais, enquanto vou pensando em tantas pessoas, que muitas vezes, independentes de classes ou circunstâncias sociais, sofrem e se desesperam por tantos desajustes emocionais, sociais, culturais, intelectuais, sentimentais, e tantos e tantos e tantos outros muitos ais...
Nos dias de hoje, fico aqui parado a pensar, enquanto olho pela janela, vendo a beleza das rosas irem florindo naturalmente, desabrochando-se silenciosas nas nuances verdes oliva dos gramados em tons diversificados entre luzes e sombras, dentro da negrura da noite avançando horas adentro, enquanto uma estrela ao longe, no céu longínquo, parece brilhar pra mim um tácito e submisso acordo entre ela e os meus anseios que ficam dentro de mim, estagnados à buscarem uma significativa razão e uma plena lógica para tudo isto, satisfazendo assim um acordo entre as minhas tristes comparações que vou fazendo entre mim e o meu mundo e os outros eus contidos dentro dos eus dos meus irmãos que estão vivendo as dramáticas esferas das experiências mais frustrantes, mais tristes, mais deprimentes, mais não lógicas, mais insanas, que os abatem, os atemorizam, os deixam constrangidos e impotentes para adquirirem ou readquirirem as forças para enfrentarem os desafios que a vida, num dado instante qualquer, até a eles vem e numa furiosa circunstância do momento, os fazem reféns da própria instabilidade da sorte que os amarra num turbilhão de situações sofríveis e deprimentes!
Nos dias de hoje, enquanto olho pela vidraça, cheia de minúsculas luzes foscas que incidem no vidro da janela, penso no quanto é difícil compartilhar um sorriso sequer, com os meus irmãos mais próximos ou mais distantes de mim...
É difícil e condoído pra mim, pressentir estas realidades sociais, tão à cada vez mais alarmantes, tão perturbadoramente intrigantes, gritantes!...
Eu vejo, sinto, presencio e compartilho muito amor, muita vida, muita vibração carismática e pura beleza rica de energia, ao ver todos os dias, em todas as tardes em fins de tarde, o meu pai Angelo ir alimentar com querela de milho e ração, os muitos e diversos pássaros que vem pousarem no quintal da minha casa.
Noto que há muita poesia e muito lirismo neste amor despojado, humilde, descompromissado, mas muito subjetivo e criado numa forte textura de composições de retalhos tecidos numa vida plena de belas e significativas vivências... Que chego a acreditar que este seu gesto simples de alimentar os pássaros em fins de tarde é o resumo dos encontros, desencontros, fugas e medos! De realizações e de sonhos registrados no teor de todas as histórias que compuseram e que ainda compõem as memórias da sua história pessoal, dentro da sua experiência de vida!
Distante, embora um observador presente a toda esta encantadora e singela cena, fico eu, olhando através da minha outra janela. Vejo e absorvo para o meu íntimo, o máximo que posso, destas nuances de belezas reveladoras, onde em cada sequência de momento em momento em que avanço pelo tempo futuro, vou registrando dentro do meu ego as festividades alegres, encantadoras e furtivas do bater das muitas e muitas asinha, enquanto eles bicam e bicam e fartam-se da comida...

Mas, nos dias de hoje, enquanto absorvo atento ou abstraído estas belezas muitas que até a mim vem baterem na porta da minh'alma, enaltecendo de encanto as minhas memórias, não posso deixar de pensar no quanto muitas crianças morrem de fome, devido aos abusos do poder de uns esganados mesquinhos que vivem por aí, acreditando que o Planeta é propriedade única e exclusiva deles, dos mandatários. Dos que pensam neles e só neles e em como criarem cada vez mais, sofisticadas formas de manipulação cheia de trapaças para deixar o povo cada vez mais oprimido, aturdido ou embaraçado com as realidades cheias de distorcidos disfarces e manobras políticas, onde os sentimentalismos puros, verdadeiros, ganham ares e títulos de sentimentalismos banais... Enquanto que as astúcias, as audaciosas perspicácia, as avarezas e a incontrolável ganância, acabam ganhando, através de manobras políticas, os ares de inocente de uma dignidade cheia de falsas coerências e abnegadas presteza em prol das necessidades populares.
Nos dias de hoje, os contrastes sociais estão cada vez mais frívolos e assustadores, fazendo de todas as cores, nítidos contrastes reveladores!
Nos dias de hoje, enquanto exercito a fúria e a força das minhas orações, enriquecendo e expandindo cada vez mais a minha fé em Deus e nas forças regentes do Universo, vou cultivando a minha fé em amar, apesar de tudo e acima de tudo, amar e ainda cultuar dentro e fora do meu eu, do meu estado de ser, as forças construtivas dos atos de amar, enquanto caminho pela vida, noites e dias afora...
Enquanto nas horas da realidade que me cerca enquanto penso em tudo isto, vou caminhando pela noite afora e pelas horas noturnas adentro, espantando o meu sono. Vou vigilante e atento, guardando, me resguardando, descobrindo e revelando os meus agregados segredos coniventes aos muitos segredos e anseios dos outros meus muitos irmãos humanos com eu, viventes...
Nos dias de hoje, enquanto oro, teço muitas e muitas prerrogativa e indagativas preces, sinto perto de mim os grilos tecerem suas melodiosas harmonias dentro duma paz tão pessoal e minha. Num ar tranquilo, carismático e esplêndido, nesta noite clareada pelo luar e inúmeras estrelas que enfeitam um céu claro pela força da lua que se faz quase cheia.
Nos dias de hoje, em paz estou e em paz vivo!
E amoroso estou, enquanto oro e rogo e peço e silenciosamente clamo, por aqueles que não muito distantes de mim, ou mesmo por aqueles muito distantes de mim, padecem e sofrem, pelas intempéries do destino.
Onde a vida desenha-lhes os infortúnios desconfortáveis pelas dores presentes!
Nos dias de hoje...