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quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Cronica: Um toque na mão, mostrando-me o caminho

Cronica: Um toque na mão, mostrando-me o caminho
Autor: Odenir Ferro

Se há lago, entre muitas e muitas coisas, que me envaidece, é aquilo que aprendi a cultivar dentro de mim desde sempre.
Que é de suma importância para o meu bem-estar interior:
- O que nada mais é o fato aprendido através das minhas vivências existencial, que é o de não ser escravo das minhas conquistas. Vou apenas me permitindo ser um viciado das minhas paixões. Vou deixando-me levar pelo cultivo e sustentação dos meus dons, dando plena vazão à minha imaginação criativa, no intuito de passar uma mensagem e dividir um sentimento sem olhar a quem. Apenas por uma satisfação pessoal de pura ordem humanitária. É para mim, uma enorme fonte de prazer criar e dividir e somar-me com as belezas emanadas pelas atitudes tão simples que é o cultivo do bem e de tudo o que é belo, sublime.
Este é o Ápice do ponto mais sublime que reside na Arte Literária e Poética.
É a Comunicação do bem, do belo, de forma simples, a todo mundo, independente de credo ou de condição social. Todos somos Poetas, pois há algo inerente e enraizado nas paixões humanas:
- Todos nós, seres humanos, e quanto em condição de humanos que somos, adoramos em igual, maior ou menor proporção, admirar, apreciar, tudo o que é exposto de forma a conduzir-nos a criar ou atinar dentro de nós, rebuscando nas nossas memórias, o registro que temos do conceito de tudo o que nos faz bem ao mostrar-nos belezas.
Seja essa beleza estética, seja de âmbito cultural, intelectual, social ou psicológico, seja natural ou mesmo construções edificadas pela imaginação humana. Todos os conceitos de beleza, de forma plena e simples, cultivamos na alma, como sendo a essência do gostar de tudo aquilo que os nossos sentidos possam captarem através da nossa sensibilidade individual, íntima e pessoal, registrando na nossa vivência pessoal, ou mesmo em conjunto, após expormos nossos pontos de visão pra alguma pessoa ou várias pessoas, criando assim um debate em torno desse ou daquele determinado assunto.
A beleza é tudo o que somos, o que temos, o que somamos quanto seres humanos que somos, aptos a gostar e consumir tudo aquilo que nos aparentar ser, - ou condizente a ser, - com a essência divinal dos teores emanados pelas raízes do belo!
- Somos ávidos e sequiosos sonhadores. Dentro do ato do sonhar, desejamos conquistar, dentro do ter, do possuir, do querer se satisfazer, algo que possa nos dar tranquilidade interior, segurança e controle pessoal.
Eu gosto de todas as minhas conquistas embora não pretendo - e creio que nunca serei, oxalá, tomara - um escravo delas!
Aprendi a adaptar-me em qualquer lugar. Muitos dos lugares mais simples, são lugares onde mais eu aprendo, muitas e muitas vezes, são esses lugares que mais me tocam emocionalmente, para criar comparações de estilos de vida, criando um registro interior, que vão ficando guardados nos arquivos das minhas memórias. Os lugares mais belos, mais sofisticados, são lugares prontos, aptos a despertar a fantasia, o amor, a realização, enfim, viver o comodo, o confortável, o social.
Já os lugares com poucos recursos de beleza, é aquele lugar onde está por se criar, se transformar, se melhorar, se produzir. Enfim, é aquele local que faz com que possamos despertar nossos sentidos interior, para criarmos algo de útil, de bom, ou repensarmos a vida, dentro da qualidade de vida que estivermos vivendo num determinado local, ou num determinado momento.
- A personalidade de cada um é real dentro da individualidade ímpar de cada qual, e real dentro dos aspectos emocionais e intelectuais e espirituais, de cada um. A vida é uma experiência que vamos adquirindo através das muitas situações que enfrentamos durante o curso do nosso viver, onde vamos nos graduando em profunda vivência, seja ela emocional, física, intelectual, espiritual, moral, enfim, seja em que sentido for, a nossa vivência pessoal é somente nossa, única, por mais que tentamos dividi-la com outras pessoas, nunca nos mostraremos por completo. A alma que actua dentro do nosso corpo, profundamente ligada ao nosso Espírito, apenas a nós nos pertence. E nosso imortal Espírito, pertence a Deus!
- Eu creio que a minha personalidade se forma e se reforma constantemente, de dentro de mim, pra fora de mim, embora os aspectos e psicológicos que interagem dentro dos meus conceitos de beleza, são criados através e a partir das minhas experiências adquiridas com o mundo exterior próximo ou alheio ao meu eu interior. É desta forma que vou usando todos o aparato e indumentarias, que no meu entender, não passa de apetrechos que vou acumulando dentro do meu viver. São adereços, acessórios, enfim, são apenas objectos que creio serem preciso para eu viver - Feliz!! - Será?
- Será mesmo que eu preciso de tanto útil e fútil para ser ou aparentar ser, ostentar estar sendo feliz!?
Vou caminhando pela vida, assim, a pensar que tudo isso muitas e muitas vezes, para a maioria das vezes que atinei a minha vivência emocional e espiritual e intelectual, dentro do conceito que tenho do mundo externo, alheio a mim, no qual convivo nele, em relação as belezas que actuam no mundo, no planeta, no Universo, do convívio social do qual faço parte como um todo, embora indivíduo que sou, assim como todos o são. - Penso às vezes, que na maioria das vezes, para massa gearmos o nosso ego ou então para apenas aplicarmos um ponto-falso, um esparadrapo, para que as feridas do nosso interior não se mostrem, e não sangrem muito. Pois sempre é primordial e preciso, criar-se uma aparência estética de que tudo está bem. Esta é uma das muitas máscaras que usamos, para darmos continuidade às estruturas dos laços afectivos que construimos dentro do nosso clã social geral ou pessoal.
- Uma das obras mais profundas que tive oportunidade de ler há uns três anos passados, foi a belíssima obra Os Miseráveis de Victor Hugo. Nela, o nobre Escritor Victor Hugo retrata com perfeita fidelidade os costumes sociais e culturais da França no final do século retrasado! Inclusive, com profundidade de detalhes, as cenas de um julgamento. Uma obra compostas por três volumosos livros muito digna e comovente.
- Em se tratando de Victor Hugo, eu o admiro também pelo talento estético que ele usava para compor seus poemas. Os poemas de Victor Hugo são de uma rica e carismática e clássica beleza estética. São aprimores de beleza literária e poética.
- Considero de primordial importância a beleza estética de um poema, mas vou com muito afinco no tocante à pureza de um poema. Vou com profundidade e muita motivação ao buscar a beleza dentro da vivenciada sensibilidade, procurando descrever e registrar com harmonia e perfeição, as emoções que passeiam dentro do registro espirituais de um poema.
- Sempre procuro tocá-las, até, se possível, deixá-las tangíveis, senti-las, vivenciá-las a partir do meu interior, para depois externalizá-las na forma dos versos, imortalizando-as através das palavras como se estivesse registrando-as no conteúdo mais profundo ou subjectivo ou real de uma fotografia.
- Gosto de compor poemas com mensagens carregadas de emoções e de muitos toques e sabores visuais. Quando estou abnegado totalmente, inspirado em transe espiritual, e um destes poemas me vem, me dá um toque na mão, mostrando-me o caminho para escrevê-lo, pedindo a mim para dar-lhe vida, compondo-o, enfim, é pra mim, esse indescritível momento, um hino de canto interior que enleva-me ao profundo e íntimo estado de ser humano, totalmente entregue ao prazer cheio de doçuras, dores e deleites. Todos os estados emocionais se misturam dentro do amor interior do meu eu existencial.
- Criar um poema é muito mais do que tudo isso, até!
- É uma simples e sublime entrega que actua entre de vida, ao Puro estado do Sublime Amor!
Odenir Ferro / Novembro/2007.