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sábado, 26 de janeiro de 2008

P O E S I A E S P E C I A L : B A L A D A !

P O E S I A E S P E C I A L : B A L A D A !!
O CARNAVAL DA ILUSÃO
Autor: Odenir Ferro

Nós queremos brincar nesta folia!...
Nós desejamos rasgar as fantasias...
Pulando o Carnaval no meio do Salão!
Queremos sambar, até se acabar, na avenida
Enfeitada de mulheres, confetes&serpentinas!

Sambando entre mulheres vestidas de odalisca
Que vão jogando beijinhos, mostrando as coxas,
Que vão mostrando os peitos, mostrando tudo,
Gingando, requebrando, ajeitando os cabelos,
Dançando a sensualidade dentro do sonho
Despejando a sexualidade fora do corpo!
Num sonho de Carnaval com emoção!
Numa folia do Carnaval da ilusão!

Eu quero brindar à esta folia!...
Eu desejo rasgar minhas fantasias
Pulando o Carnaval no meio do Salão!
Quero sambar até me acabar nesta avenida
Enfeitada de confete&serpentinas, perdição!

No corpo a corpo, beijo em beijos, mão na mão,
Dançando alguma felicidade da vida nas canções
Até o sol vir nos despertar, vindo de lá do horizonte!
Quando a claridade do dia vir achar-nos cambaleantes
Entre os suados restos dos sonhos, confetes&serpentinas!
Quando quisermos rasgar de vez as nossas fantasias
Depois de um noite inteira, dançada no salão!
No final de uma noite desejada, com emoção!

Nós queremos brincar nesta folia!...
Nós desejamos rasgar as fantasias...
Pulando o Carnaval no meio do Salão!
Queremos sambar, até se acabar, na avenida
Enfeitada de mulheres, confetes&serpentinas!

No Carnaval da Ilusão, a fantasia se repete,
A vida continua se renovando ao insinuar-nos
Que os desejos, os segredos, todos os encantos
São reais imaginação do querer sermos felizes!
Enquanto pudermos desfrutar desta alegre folia
Que nos faz extasiarmos nos desejos do sonhar!
Pensando que a vida é esse encanto de nos amarmos,
Nos desejarmos, beijarmos, cantarmos, festejarmos!

Eu e vocês queremos brincarmos nesta folia!...
Nós desejamos rasgarmos-nos entre as fantasias!
Ao vibrarmos o Carnaval, no meio dos Salões!...
Queremos sambarmos, até acabarmos-nos nas avenidas
Enfeitada de mulheres, confetes&serpentinas, emoções!



quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Cronica: Um toque na mão, mostrando-me o caminho

Cronica: Um toque na mão, mostrando-me o caminho
Autor: Odenir Ferro

Se há lago, entre muitas e muitas coisas, que me envaidece, é aquilo que aprendi a cultivar dentro de mim desde sempre.
Que é de suma importância para o meu bem-estar interior:
- O que nada mais é o fato aprendido através das minhas vivências existencial, que é o de não ser escravo das minhas conquistas. Vou apenas me permitindo ser um viciado das minhas paixões. Vou deixando-me levar pelo cultivo e sustentação dos meus dons, dando plena vazão à minha imaginação criativa, no intuito de passar uma mensagem e dividir um sentimento sem olhar a quem. Apenas por uma satisfação pessoal de pura ordem humanitária. É para mim, uma enorme fonte de prazer criar e dividir e somar-me com as belezas emanadas pelas atitudes tão simples que é o cultivo do bem e de tudo o que é belo, sublime.
Este é o Ápice do ponto mais sublime que reside na Arte Literária e Poética.
É a Comunicação do bem, do belo, de forma simples, a todo mundo, independente de credo ou de condição social. Todos somos Poetas, pois há algo inerente e enraizado nas paixões humanas:
- Todos nós, seres humanos, e quanto em condição de humanos que somos, adoramos em igual, maior ou menor proporção, admirar, apreciar, tudo o que é exposto de forma a conduzir-nos a criar ou atinar dentro de nós, rebuscando nas nossas memórias, o registro que temos do conceito de tudo o que nos faz bem ao mostrar-nos belezas.
Seja essa beleza estética, seja de âmbito cultural, intelectual, social ou psicológico, seja natural ou mesmo construções edificadas pela imaginação humana. Todos os conceitos de beleza, de forma plena e simples, cultivamos na alma, como sendo a essência do gostar de tudo aquilo que os nossos sentidos possam captarem através da nossa sensibilidade individual, íntima e pessoal, registrando na nossa vivência pessoal, ou mesmo em conjunto, após expormos nossos pontos de visão pra alguma pessoa ou várias pessoas, criando assim um debate em torno desse ou daquele determinado assunto.
A beleza é tudo o que somos, o que temos, o que somamos quanto seres humanos que somos, aptos a gostar e consumir tudo aquilo que nos aparentar ser, - ou condizente a ser, - com a essência divinal dos teores emanados pelas raízes do belo!
- Somos ávidos e sequiosos sonhadores. Dentro do ato do sonhar, desejamos conquistar, dentro do ter, do possuir, do querer se satisfazer, algo que possa nos dar tranquilidade interior, segurança e controle pessoal.
Eu gosto de todas as minhas conquistas embora não pretendo - e creio que nunca serei, oxalá, tomara - um escravo delas!
Aprendi a adaptar-me em qualquer lugar. Muitos dos lugares mais simples, são lugares onde mais eu aprendo, muitas e muitas vezes, são esses lugares que mais me tocam emocionalmente, para criar comparações de estilos de vida, criando um registro interior, que vão ficando guardados nos arquivos das minhas memórias. Os lugares mais belos, mais sofisticados, são lugares prontos, aptos a despertar a fantasia, o amor, a realização, enfim, viver o comodo, o confortável, o social.
Já os lugares com poucos recursos de beleza, é aquele lugar onde está por se criar, se transformar, se melhorar, se produzir. Enfim, é aquele local que faz com que possamos despertar nossos sentidos interior, para criarmos algo de útil, de bom, ou repensarmos a vida, dentro da qualidade de vida que estivermos vivendo num determinado local, ou num determinado momento.
- A personalidade de cada um é real dentro da individualidade ímpar de cada qual, e real dentro dos aspectos emocionais e intelectuais e espirituais, de cada um. A vida é uma experiência que vamos adquirindo através das muitas situações que enfrentamos durante o curso do nosso viver, onde vamos nos graduando em profunda vivência, seja ela emocional, física, intelectual, espiritual, moral, enfim, seja em que sentido for, a nossa vivência pessoal é somente nossa, única, por mais que tentamos dividi-la com outras pessoas, nunca nos mostraremos por completo. A alma que actua dentro do nosso corpo, profundamente ligada ao nosso Espírito, apenas a nós nos pertence. E nosso imortal Espírito, pertence a Deus!
- Eu creio que a minha personalidade se forma e se reforma constantemente, de dentro de mim, pra fora de mim, embora os aspectos e psicológicos que interagem dentro dos meus conceitos de beleza, são criados através e a partir das minhas experiências adquiridas com o mundo exterior próximo ou alheio ao meu eu interior. É desta forma que vou usando todos o aparato e indumentarias, que no meu entender, não passa de apetrechos que vou acumulando dentro do meu viver. São adereços, acessórios, enfim, são apenas objectos que creio serem preciso para eu viver - Feliz!! - Será?
- Será mesmo que eu preciso de tanto útil e fútil para ser ou aparentar ser, ostentar estar sendo feliz!?
Vou caminhando pela vida, assim, a pensar que tudo isso muitas e muitas vezes, para a maioria das vezes que atinei a minha vivência emocional e espiritual e intelectual, dentro do conceito que tenho do mundo externo, alheio a mim, no qual convivo nele, em relação as belezas que actuam no mundo, no planeta, no Universo, do convívio social do qual faço parte como um todo, embora indivíduo que sou, assim como todos o são. - Penso às vezes, que na maioria das vezes, para massa gearmos o nosso ego ou então para apenas aplicarmos um ponto-falso, um esparadrapo, para que as feridas do nosso interior não se mostrem, e não sangrem muito. Pois sempre é primordial e preciso, criar-se uma aparência estética de que tudo está bem. Esta é uma das muitas máscaras que usamos, para darmos continuidade às estruturas dos laços afectivos que construimos dentro do nosso clã social geral ou pessoal.
- Uma das obras mais profundas que tive oportunidade de ler há uns três anos passados, foi a belíssima obra Os Miseráveis de Victor Hugo. Nela, o nobre Escritor Victor Hugo retrata com perfeita fidelidade os costumes sociais e culturais da França no final do século retrasado! Inclusive, com profundidade de detalhes, as cenas de um julgamento. Uma obra compostas por três volumosos livros muito digna e comovente.
- Em se tratando de Victor Hugo, eu o admiro também pelo talento estético que ele usava para compor seus poemas. Os poemas de Victor Hugo são de uma rica e carismática e clássica beleza estética. São aprimores de beleza literária e poética.
- Considero de primordial importância a beleza estética de um poema, mas vou com muito afinco no tocante à pureza de um poema. Vou com profundidade e muita motivação ao buscar a beleza dentro da vivenciada sensibilidade, procurando descrever e registrar com harmonia e perfeição, as emoções que passeiam dentro do registro espirituais de um poema.
- Sempre procuro tocá-las, até, se possível, deixá-las tangíveis, senti-las, vivenciá-las a partir do meu interior, para depois externalizá-las na forma dos versos, imortalizando-as através das palavras como se estivesse registrando-as no conteúdo mais profundo ou subjectivo ou real de uma fotografia.
- Gosto de compor poemas com mensagens carregadas de emoções e de muitos toques e sabores visuais. Quando estou abnegado totalmente, inspirado em transe espiritual, e um destes poemas me vem, me dá um toque na mão, mostrando-me o caminho para escrevê-lo, pedindo a mim para dar-lhe vida, compondo-o, enfim, é pra mim, esse indescritível momento, um hino de canto interior que enleva-me ao profundo e íntimo estado de ser humano, totalmente entregue ao prazer cheio de doçuras, dores e deleites. Todos os estados emocionais se misturam dentro do amor interior do meu eu existencial.
- Criar um poema é muito mais do que tudo isso, até!
- É uma simples e sublime entrega que actua entre de vida, ao Puro estado do Sublime Amor!
Odenir Ferro / Novembro/2007.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

EXPRESSIVO ACOLHIMENTO AMOROSO
Autoria: Odenir Ferro

Eu entendo a mágica dinâmica da vida e os segmentos do viver em si, como sendo compostos ininterruptamente e cheios de intensos labores, por períodos cíclicos. Nesses períodos, que abrangem o meu processo cognitivo interior, eu os defino silenciosamente pra mim mesmo (até então, agora) como sendo períodos férteis, produtivos, ou inférteis e pouco produtivos, no tocante a criação escrita, a beleza que compõe a arte das letras, cuja arte me exerce tanto fascínio e na qual, a ela, eu me predisponho com tanto expressivo acolhimento amoroso.
Aliás, voltando ao assunto períodos produtivos, férteis, onde nós estamos ou ficamos mais expansivo, são, no meu entender, aqueles momentos em que na minha alma, eu me evidencio e também me mostro mais pleno, desnudo das amarras que prendem-me dentro do mundo da introspecção.
Sem querer dizer com isso que a minha introspecção me cause improdutividade artística. Não! Muito pelo Contrário!...
Apenas o que ocorre comigo, dentro do meu universo interior, é que na minha introspecção, eu vejo o mundo num ângulo puramente meu,ímpar, mais obtuso, mais circunspecto, mais intimista e mais intimidado com os segmentos circunstanciais da existência de tudo e de todos, dentro da dinâmica da vida.
Criar algo, construir algo, materializar ou densificar, por peso emotivo e dinâmico numa frase, num verso, até surgir um poema delineado por vários símbolos e ícones cognitivos, é elaborar o eterno de um sentimento, eternizando a mágica cativante e indecifrável existente no fascínio que envolve da forma sagrada, tudo o que é belo.
Construir emoções através das palavras, eternizando-as, é criar uma ponte entre o real do cotidiano para com a magia do incógnito que se construi e auto se sustenta, no abrasivo amor abstractivo que se alinha nos colunas do inconsciente colectivo da Humanidade!
Arrancar do abstracto subjectivo das palavras a força das imagens motoras que construem as linhas dos pensamentos, apenas usando da pura intuição ide ária imaginativa, formando códigos, sinais de expressões e metáforas, é como atirar-se pra dentro de um poço escuro à procura da luz que vai gerar a lucidez harmónica da razão emocional e criativa existente na força das palavras, através da cognição tracejada a partir dos nossos mais inusitados sentimentos.
Já no processo produtivo expansivo, as cores e os objectos e também os objectivos, ganham as formas e as dimensões reais, dentro da expressão característica da minha linguagem.
Meu raio de acção e observação é mais amplo em relação ao conjunto do tudo, no todo que forma a composição da realidade física, da matéria, e dos Ícones milenares, como o Sol, a Lua, Céu, as Estrelas...
Na minha concepção de ver, sentir, tocar, quando estou expansivo, é um eterno buscar criar a minha razão existencial, dentro da realidadeobjectiva, fugindo do meu parâmetro emocional, o máximo possível.
Assim sendo, chão fica sendo chão, tijolo sendo tijolo e casa é apenas uma casa. Procuro sentir e ver e extrair de tudo, apenas com a minha concepção visual, sem a visual emocional, a realidadeobjectiva materializada no aspecto característico de todas os objectos, coisas, lugares, pessoas...
Apenas descrevendo-as dentro da realidade de como elas realmente são, sem apreciá-las ou depreciá-las com a minha profundidade de relação amorosa por toda a beleza que gera a composiçãomagnânimo da vida.
Eu apenas, então, vou me situando e me compondo e compondo as situações do cotidiano à minha volta, que gravita em torno de mim, sem os aspectos e os raiados espectros das emoções tão fugitivas e furtivas da realidade.
No expansivo, procuro traçar a realidade com a visão focada no maior grau de nitidez possível, focando-a através da minha realidade artística, tal qual como ela é, como ela se apresenta dentro da nossa comunicação intelectual, seja ela individual oucolectiva.
Enfim, é assim que me divido e me componho entre os meus ciclos expansivo e introspectivo.

Poema: VEIO POÉTICO
Autoria: Odenir Ferro

Voo com as mãos, escrevendo,
Beijo com os lábios comovendo
Os movimentos plenos, deliciosos,
Habitados nos pensamentos gerados
Na articulação da veia cabalística e bela
Que vai projectando na luz de muitas frases
Que vão ganhando força na cor da vida real,
Habitando o Universo ora inconsciente latente,
Ora desperto e consciente do Amor que gera o Tudo!

Voam das minhas mãos, palavras virgens e vivas!...
Que aos poucos caem no solo, fincando o seu chão,
Atando-se umas nas outras, fortificando meus ideais
Moldando-se na interacção motora dessa viva métrica
Que vai dando forma nas minhas imagens cénicas
Extraídas dos sulcos doídos ou puramente doidos,
Da arte que circula nos sangrados sagrados amores
Enraizados nas mais profundas entranhas da carne
Onde actua o coração plangente no veio poético!