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quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Crônica: EXERCÍCIO DA VIDA

Crônica: EXERCÍCIO DA VIDA
Autoria: Odenir Ferro

Fico por aqui, horas e horas, pensando, pensando, muitas e muitas vezes, pensando e interagindo no decorrer do curso normal do rio que leva caudalosamente, as águas do meu viver presente.
Fico também no decorrer silencioso dos dias, criando espectativas para a minha vida que segue rumo ao futuro, passando plácida pelo meu viver presente, ao ir guardando amorosamente, dentro das minhas memórias, as águas passadas do meu viver, que até então, trouxe-me vivo até aqui!
Dentro desse presente momento vivo... Sobrevivente, como tantos, remando nas correntezas do cotidiano do viver, mas ainda vivo!
E quão efêmero e frágil são os contrastes dentro dessa fortaleza tão radiante e forte, que é a vida e o viver, que nos transforma em heróis eternos dentro das correntezas existentes nas águas que nos conduzem rumo ao Eterno Amor emanado pelo nosso Pai Criador!
Sinto a vida pulsando tão forte, embora sinta ser ela tão efêmera e passageira... Ou melhor, nós é que somos efêmeros e passageiros e consequentemente, somos passageiros dela. A vida essa grande força pulsante que envolve a tudo e a todos!
Fico por aqui, pensando, pensando...
- O que é? De onde vem e pra onde vai essa força que se chama Ânimo e que nos impulsiona, nos motiva dentro do viver a viver, mesmo sabendo que a vida, dentro de si mesma, consiste em ser um incógnito enigma cujas razões muitas vezes são tão adversas as nossas, que dentro das nossas razões individuais, consite em tornar-se um profundo mistério envolto numa suprema fé existencial, até!
-O que seria mais coerente pra se viver? Banalizarmos demais o viver!?
-Sofisticá-lo demais!?
-Encontrarmos um meio termo de equilíbrio entre ambos esses estados de espírito... Ou então, irmos vivendo sem regras, sem concordâncias sociais!!!????
-Sem leias, ou criando nossas próprias leis pessoais, desde que não venhamos a ferir ou nos ferirmos dentro das leis impostas pelas sociedades, que estão a muitos e muitos anos agregadas dentro do nosso convívio social atual.
Ainda creio que as Leis Divinas são as mais severas e justas e são muito mais misteriosas do que possamos imaginar. Por isso é que são, no meu entender, Divinas! Pois elas não foram elaboradas pelas mentes humanas! O Grau de Pureza existente numa Divindade, é indescritivel e inenarrável diante do teor de pureza e beleza. Por isso é que é Divino! Tudo o que é Divino é intocável pelas razões humanas!
Creio que as Leis Divinas são sobre humanas, estão acima de nós, e nenhum de nós, quanto humanos, somos aptos ou qualificados para abrangê-la dentro da sua íntegra total. Creio ainda, que, difundí-la apenas, podemos algumas vezes, dentro do exercício cultivado na plenitude da nossa fé, quando sentimos esse fluxo inspiracional de leis divinais, filtrando e sobressaindo-se em forma de carismas, dentro das leis normais da nossa vida cotidiana e simples, fazendo dos místerios da existência um tranquilo exercício de vida, como se fosse um fluxo de doces águas caudalosas que movem-se suavemente no remanso das pedras que compõem a natureza do nosso destino, levando-nos a supremacia da imensidão dos mares, onde figura a imagem da Eternidade reinante dentro do Obsoluto!
-Penso também que, vivermos bem, num rico estado emocional e espiritual de força pacífica dentro do nosso interior, amando nossa vida e nosso próximo como a nós mesmos, é cultuarmos dentro de nós, a plana sabedoria de uma vivência abrasadora e pulsante, ou então buscarmos razões contrárias a estas, desviando-nos para o lado oposto, o obscuro, o contrário e acabarmos criando um estado de desarmonia para o nosso mundo interior. Tudo depende, creio eu, de como olhamos, de como focamos os nossos objetivos, e também dos meios de como os implantamos dentro da nossa realidade existencial, pois somos como nos olhamos e vivemos dentro do nosso interior, ao regermos a nossa existência dentro desse nosso querido Planeta Terra! Nós é quem somos responsáveis por nós mesmos, e tudo parte de dentro pra fora! Somos um impulso motivador de ânimos, que ao irmos vivendo, vamos criando a nossa história particular que unida às histórias dos outros seres humanos, criamos a História do Planeta Terra!
-Tudo depende dos nossos atos, da nossa vivência, de como formamos nossos elos cognitivos, dentro da nossa própria consciência.
-Não estou pretendendo, de forma alguma, abordar o assunto e direcioná-lo pra algo possível de se pensar ou filosofar, através de uma visão global, que seria, por exemplo, algo como: "O que ocorre, o que poderá ocorrer, com o Futuro da Humanidade!?"
-Muito embora escrever seja um processo solitário, quando escrevo, além de olhar para dentro de mim mesmo, procuro avançar em tudo o que estiver a minha volta, com os olhos perceptivos da minha imaginação. Sempre procurando onde está o meu próximo, e caminhar com a Humanidade de forma realista, com os pés no chão, me sentindo humano, presente e atuante dentro da humanidade que engloba-nos todos dentro de um todo. Não gosto de me sentir excluso, ou alheio, gosto de ser e estar presente, dentro da vida!
-Escrever é um ato comunicativo de inclusão social e não de exclusão alienante!
Somos, quanto irmãos, semelhantes e nos afeiçoamos uns aos outros, ou não; mas jamais seremos iguais. Mesmo se tivéssemos um clone, seríamos altamente semelhantes nas atitudes, no corpos, nos comportamentos, etc. Mas não poderíamos e nem teríamos as mesmas experiências de vida, pois esse fio cognitivo é ímpar, único de cada um, dentro das suas próprias sensações ou impressões pessoais, que vão gradativamente sendo registradas nos arquivos de cada individual memória, formando cada qual dentro da sua própria história pessoal.
-História feita aqui, em trânsito pelo nosso querido Planeta Terra, desde o dia em que nascemos, até o dia da nossa morte clínica, depois física.
-Então, assim sendo, somos únicos dentro da vida. Não há ninguém, outro alguém, exatamente igual a nós. Somos apenas semelhantes. E irmãos que se diferem e muito, nos comportamentos que compartilhamos entre nós, quanto seres sociais e agregados uns aos outros, que somos.
-Muito embora sejamos únicos, isso não nos dá o direito de pensarmos que somos exclusivos. Não, não somos! Principalmente dentro do porcesso criativo ou do ideário imaginário! Somos todos coletivos! Apenas nos diferenciamos nos dons e nas aptidões para cultuarmos o plenos gozo do Exercício da Vida!