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quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Crônica: A BELEZA REFLORESCIDA NOS PÉS DE IPÊS

Crônica: A BELEZA REFLORESCIDA NOS PÉS DE IPÊS!
Autoria: Odenir Ferro

As árvores dos Ipês são árvores carregadas de símbolos carismáticos de encantadora beleza, ao irem-se florindo nos tons rosa, branco, amarelo, ou roxo, nas colinas verdejantes desse nosso Brasil gigante. Árvores símbolo do País, enfeitam os meses de julho e agosto, pré-anunciando a chegada da Primavera.
Eu me encanto com a profundidade da beleza que os pés de Ipês trazem nas suas floradas, para as paisagens que os cercam. Sua madeira é madeira de Lei! De valores nobres! Aliás, toda a composição das árvores dos pés de Ipês, são de procedências nobres! A mão da natureza abençoou de beleza a vida existencial dos pés de Ipês!
Estou procurando usar uma linguagem de tom coloquial simples sem os recurssos de muitas metáforas ou rimas poéticas para, em tom descritivo, procurar narrar de forma simples, objetiva e direta, a beleza de uma árvore de classificação tão nobre, quanto são as Árvores dos Ipês!
E sendo final de agosto, já início de setembro, é tempo de ver, observar, sentir, até tocar o delicado suave de intensa beleza que emanam da energia singela das muitas flores que compõem, uma a uma, todas as árvores de Ipês!
As copas dos Ipês Amarelos enchem os olhos de ternura, devido a escancarada beleza que se deixa solta nos embalos dos ventos que as levam e trazem de um lado a outro, dando aos pés um balançar suave onde os ventos, como silenciosos contribuintes, vão despetalando uma a uma, todas as flores que compõem as copas de amarelo-ouro das árvores, deixando em torno de cada árvore um tapete de pétalas douradas. Forrando o chão em sua volta, numa grande amplitude, em torno de cada árvore.
O mesmo acontece com os Ipês Rosa e Ipês Branco. Também, é claro, com o Ipê Roxo.
Desde a minha tenra infância, sempre ouvi meus tios e tias e meus pais,meus avós, comentarem ser o Ipê-Roxo, uma espécie de árvore rara. E é! A cor roxo é uma cor especial e nas pétalas das flores de Ipês, da um destaque todo especial, chegando até mesmo a ser exótico, devido a originalidade ímpar da forma como as copas floridas dos Ipês-Roxos, se apresentam destacadas, dentro dos muitos tons de verdes que as copas de árvores outras, à sua volta, se contrastam.
Todas as árvores de Ipês, nas diferentes cores, ganham destaques nas suas floradas, embora os pés de Ipês-Roxos, sejam ímpares, de uma significação visual de harmonia exuberante e especial.
Árvores de madeira nobre não podem serem cortadas, felizmente, graças à Deus!
No ano passado eu tive a felicidade de acompanhar todos os ciclos de algumas delas. Seguindo a ordem cronológica, primeiro vi, no inverno, as folhas verdes irem-se amarelecendo e depois caírem.
Num determinado dia, peguei uma delas, querendo registrar aquele íntimo momento. Então escrevi uns versos românticos, amorosos, simples, e depois datei.
Guardo-a comigo até hoje! Está ressequida mas a tinta da caneta esferográfica ainda está visível.
Está à minha espera, pra quando eu tiver inspiração, escrever o poema romântico saído de uma folha ressequida, caída de um pé de Ipê!
Via as folhas caírem, vi as flores brotarem, florirem, embelezando o local.
Depois as vi, com os ventos partirem, caírem no chão, em imensos tapetes e estragarem-se ao sol, se ressecando e depois virarem esterco para o pé vistoso, que ficava naquele local.
Vi depois, ainda, num processo ininterrupto e rápido, em questão de dias ininterruptos e algumas semanas, novas folhas irem brotando, moldando os tons de verde claro para verde musgo oliva, enquanto cresciam. E juntamente no meio delas, vi formarem várias, inúmeras vagens grandes de quase um mesmo tom verde oliva acinzentado, que depois, ressequidas pela forte exposição aos ventos e ao sol, começaram então, a racharem nas bordas laterais, onde dentro delas exibiram-se incontáveis sementes envolvidas numa espécie de folhas brancas transparentes acetinadas, que na medida que os ventos chacoalhavam os galhos, elas se íam, dançando, dançando, girando, girando no ar, dando muitos e muitos rodopios esparramando-se num campo de ação dum raio de vários e vários metros distantes da localização do pé da árvore.
Um verdadeiro espetáculo de gratificante beleza, que a natureza ofereceu e oferece todos os anos, onde as correntes de ventos se encarregam de transportarem as sementes pra longe, com imensos potenciais de futuras novas mudas de árvores. Isso sem contar os pássaros, que também contribuem, levando-as no bico.
Sendo árvores nobres, a natureza não comediu generosidades para com essas magníficas, belas e exuberantes árvores.
Pude observar que elas têm um relógio biológico de precisão Suíça.
Falando, ou melhor, escrevendo hoje, sobre essas árvores, começo agora a recordar-me que no ano passado, para ser mais preciso, na segunda quinzena do mes de julho, estava eu amoroso, comovido, poético, intenso, profundo, me deliciando com a sábia inteligencia viva e analítica e altamente científica do nobre Cientista Carl Sagan. Estava eu lendo o livro Bilhões e Bilhões, da autoria do mesmo.
Inconsciente, o Poema Cognição ( A Família Humana ), já estava a caminho, se formando dentro de mim.
O livro, a natureza à minha volta e os ciclos de vida das árvores dos pés de Ipês, foram fontes de altas inspirações para mim. E também Nino Chaninho, um gatinho de tristes olhos azuis vesguinhos, que tive o prazer de conviver com ele por cerca de uns seis meses.
Já estava então eu, no ano passado, terminando de ler Carl Sagan, pensando já, consciente, nos laços profundos dos processos Cognitivos que envolvem os mistérios da vida, quando pude sentir definitivamente que essa Cogninção não atua somente dentro da Humanidade, mas sim, dentro de todos os Reinos da Natureza, embora com linhas Cognitivas diferentes, talvez incompreensíveis por nós, e talvez com um grau de pureza muito mais evoluídos até, nos outros reinos da natureza, do que o nosso.
Mas, voltando aos belos pés de Ipês, tem um cena magnífica que desejo aqui, registrar, retratar:
-Num determinado dia, no mes de julho do ano passado, estando eu numa sala de amplas janelas de vidro, após ter chovido e depois cessado, por volta do meio-dia, brancas nuvens reapareceram, enfeitando um céu azul que pespontava tímidos raios solares, enquanto as gotinhas miúdas da forte e repentina chuva, ainda escorriam na parte externa do vidro da janela que me divisava da parte externa do local, pois estava na parte interna da sala. Entre eu e a janela, na janela que me divisava do belo cenário de lá de fora, enquanto as gotinhas desciam, subiam vagarosas, ágeis e graciosas "joaninhas" de asinhas vermelho telha alaranjado, com pintinhas pretas.
Olhando para a cena e vendo os ipês floridos balançando no plano de fundo, tive uma ilusão de óptica que deu-me a impressão de que elas desejavam estar transitando nas flores dos pés de Ipês!
Pressenti que se não fosse a placa de vidro, pois enquanto as gotinhas da chuva escorriam do lado de fora do vidro, elas subiam do lado interno do vidro, divisando os espétaculos que meus olhos viam, pois que a placa de vidro sendo invisível pra elas, transparentes pra mim, enfim, se elas estivessem em livre transito pelo ar, estariam elas lá, com total e sensível acesso as folhas e às floradas dos Ipês, saboreando a natureza e as flores, expostas ao gélido vento e aos tênues raios de sol que nas copas das árvores, agora incidia.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

CRÔNICA: CAMINHO PELAS ESTRELAS

Cronica: CAMINHO PELAS ESTRELAS
Autoria: Odenir Ferro

Eu creio, e cada vez mais vou procurando conscientizar-me disso, não ser difícil ou complicado, gerar amor e abastecer nosso mundo interior desse tão sutil e subjetivo sentimento que gera toda uma grande diferença, dentro do nosso sublime e afetuoso estado de ser: - Gerar amor dentro das profundezas de nossa alma é amar e amar-se!
Gosto de criar, personalizar, elaborar, dando um toque todo meu, todo pessoal no que crio, dentro do que creio. Isso dizendo não no sentido de elaborar textos, frases, construir poemas quando uma inspiração vem como um vento forte que ás vezes nem mesmo eu sei de onde vem, e vai me vibrando por dentro, impulsionando a escrever, a gerar, criar, amar, enfim, mas sim, naquilo onde eu me somo, me construo aos poucos, dentro das formas mais simples, naquele jeito gostoso, praseiroso, com o contato da natureza real, objetiva, direta e prática, que nos rodeia no cotidiano dos dias.
Quando não tenho compromisso com os meus trabalhos, gosto de criar meu laser de forma que dinamize o meu dia com outros tipos de trabalho, como por exemplo, criar uma saborosa salada de frutas.
Tudo isso eu faço com profundidade de Amor, além de zelo e carinho, pois não faço só pra mim, mas sim pra mim e também e principalmente para as pessoas que amo.
Faço primeiramente um giro no supermercado olhando tudo a minha volta, escolho os morangos, as maçãs, as bananas, ( o mamão tem no quintal de casa ) peras, uvas, creme de leite.
Na poncheira de cristal, ponho cravos e canela com açúcar cristal. Depois as fatias das frutas picadas com tranquilidade, na tábua de madeira. Fruta por fruta, pedaço por pedaço, vou colocando na poncheira. Depois, derramo o creme de leite com um pouco de leite comum e mexo bem, no sentido horário, com uma colher também de pau. E pronto! Cubro com papel alumínio e ponho na geladeira!
Isso me dá muita paixão, inspiração, e até prazer!
Enquanto faço tudo isso, lúcido, consciente com tudo a minha volta, o meu coração dispara e viaja pra muito além de mim, imaginando muito, sentindo muito. Eu me encontro, eu até me distancio de mim, enquanto me pego tocando nas frutas, enquanto mesmo ali, presente, fico concentrado no que desejo fazer com o máximo de riquezas de detalhes, gerando uma perfeição possível de se gerar, nos cortes feito com simetria, na polpa das frutas.
Então assim, aparentemente abstraído, eu me pego e eu me perco pensando em muitas e muitas outras coisas. Muitas vezes eu formulo meus pensamentos por associação de idéias e quando eu estou assim, nesse estado de concentração e inspiração, num momento tão mágico e tão somente meu, eu procuro ir me aprofundando e me abstraindo, embora ciente de tudo a minha volta, criando um crivo cheio de filtros, rebuscando os valores tão belos da essencia da vida, que ficaram guardados dentro de minha memória emotiva, dentro das mais profundas raízes da minh'alma. Para então, criar um sentido energético amoroso gerador de acordes sublimes, dentro desse tão afável estado onírico de vigoroso toque poético muito inspiracional.
Muitas vezes, eu me inspiro nas grandezas de tudo o que é Divino e Sagrado!
Tudo o que se concentra naquele profundo algo á mais, que atua por detrás das cortinas do palco da vida, e que gerou e ainda gera profundas raízes cognitivas nas nossas emoções e crenças geradoras dos nossos animos, da nossa fé, nos nossos profundos valores humanos. Assim, então, vou a cada vez mais me aprofundando dentro de todos os valorosos aspéctos que a minha consciencia vai me mostrando, e vou assim entrando em uníssono com a essencia primordial da vida.
Enquanto me concentro nas frutas, vou saboreando as belezas naturais, ricas de minuciosos detalhes que elas me transmitem através dos meus dedos, dos meus olhos degustativos, do meu nariz presenciando os cheiros delas misturando-se uns aos outros... Enfim, vou sentindo suas diversificadas formas, observando a luminosidade rica das suas cores tão cheias de minúsculos detalhes, pensando e sentindo e absorvendo o sabor que elas transmitem aos meus lábios, a minha boca, além, é claro, como já disse, do cheiro aromático espalhado no ar, que delas se desprende misturando seus perfumes suaves e cada qual, tão característicos.
Fico alí, concentrado na exuberancia das suas formas, que vou decompondo-as com o corte afiado da lamina da faca. Vou misturando suas polpas desnudas das suas cascas tão ricas em detalhes cheios de perfeição!
Tudo isso pra mim é um supremo toque, que me faz pensar e inspirar-me em tudo o que é Belo!
Tudo isso também faz parte dentro do macro que é a imensidão natural do Planeta Terra! Os detalhes mais ínfimos das nossas atitudes são, talvez os contribuintes mais importantes para a geração harmonica de todo o equilíbrio natural do ecossistema do Planeta! Tudo pra mim, é importante quando sinto o meu coração se transbordando numa aura magnética de sublime e amorosa sensação de paz e em perfeito equilíbrio e harmonia com a imensidão do Planeta! Girando soberano no tempo, atravessando os quase insondáveis e incógnitos Caminhos Pelas Estrelas!...
Os caminhos infinitos que vão se despontando a cada segundo da metafísica quantica do tempo, desvendando e desbravando os desafios impostos pela Aura Magnética da imensurável trajetória que o Planeta Terra faz, dentro desse magestoso equidistante Universo!

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Cronica: QUEM DIVIDE, SOMA E AMA!

Muitas vezes eu gosto de ficar olhando para uma janela, ou seja, admirar a composição arquitetonica de uma janela.
E então, assim me disponho a pensar, refletindo sobre muitas nuances que a vida nos impõe, ou nos apresenta.
Fico a contemplar uma janela e então começo a perceber que uma janela não é somente uma separação de ambientes internos e externos de uma casa, fazendo com que a mesma continue tendo uma coligação com o ambiente externo que a cerca, através duma janela.
Sim! Uma janela separa, divide ou até unifica mundos.
Eu me refiro a pessoas, mundos, universos diferentes. E quando olho para uma janela, muitas vezes, numa associação de idéias, eu a associo aos nossos olhos.
Nossos olhos são, como se fossem janelas.
Percebo que no Computador, tudo também se abre através de janelas. Links que não deixam de serem portanto, janelas.
Mas, querendo aprofundar um pouco mais, uma janela divisa casas de outras casas, em outras casas que moram gentes, pessoas, que nós costumamos a chamar de vizinhos.
Os Seres Humanos nasceram para viverem agregados uns aos outros, mesmo que simbolicamente até, existam as separações, as cercas, as divisas, as divisões... Embora hajam, as janelas!
Mamíferos que somos, somos uns ávidos curiosos.
Nas janelas de nossas casas, existem as frestas...
Dizemos corriqueiramente que é para ventilar. Mas as frestas servem, e muito, para espiar, para comparar, para se exibir, para confrontarmos atitudes e comportamentos, com o nosso próximo.
Assim também se dá, com os nossos olhos, muitas vezes, através dos nossos olhares!
As janelas são apenas um prolongamento dos nossos estilos de vida. Nós vivemos nos espelhando nas atitudes do nosso próximo, muito embora temos uma tendencia a reprovarmos o que vem do nosso próximo. Nós, seres humanos que somos, na nossa grande maioria, somos uns curiosos natos.
Se torna muito gostoso, ás vezes, espiarmos pelas frestas das janelas e até bisbilhotarmos a intimidade do nosso próximo.
E agora, nessa Era Globalizada em que vivemos, conectados a cameras, filmadoras, fios invisíveis, celulares que fotografam, fica tudo cada vez mais difícil de criarmos nossos oásis de privacidade.
Nessa nova realidade que o mundo virtual da Era Globalizada a nós nos impõe como condições e estilo de vida, ou melhor, praticamente como uma obsessiva condição de vida, vamos quase que inconscientes, criando, gerando, e nos adaptando aos nossos novos estilos, cada vez mais ávidos e envoltos nas pequenas sutilezas das ações subjetivas, no tocante mundo virtual em relação ao tópico que agora exponho em questão: -Privacidade!
Janelas, divisas, olhos, privacidade!
A cada dia fica mais difícil vivermos dentro das razões introspectivas da nossa própria individualidade.
Eu sou como um caracol! Sou como um avestruz! ( `As vezes! Mas, muitas e outras tantas e tantas vezes, não!) Eu confesso que adoro enfiar minha cabeça pra dentro de mim mesmo e sondar, sondar, rondar a minha volta, observar, aprovar, repudiar, enfim, administrar o meu universo interior. Sempre, constantemente faço isso!
Sinto que sou um desconhecido de mim mesmo, e quanto mais eu procuro me achar, mais eu me perco e quanto mais eu me perco muito mais eu me acho, quando então eu me disponho a doar-me, a dividir-me, a repartir-me...
Então, nesse estado de viver, dessa forma, eu me acho próximo do meu próximo, compartilhando coisas, experiencias, somando vidas, sentimentos, dores, amores, decpções, enfim, tudo o que for possível. E creio que tudo é possível compartilhar...
Eu procuro me dividir muito, em muitos eus, me dividindo como posso ou puder, da forma que posso ou puder, ou quiser, pois eu Amo a Humanidade! ´E assim que eu me sinto Humano, é dessa forma que eu me sinto vivo, habitante desse nosso Querido Planeta Terra!
Procuro muito me doar, me dividir, compartilhar, principalmente dentro da Arte de Escrever! Escrever é Amar! Escrever é Dividir-se! Escrever é Somar!
E quem divide, soma e Ama!
05h50min. 02 de setembro/2007

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Falando de Caminho Pelas Estrelas

Texto: Falando de Caminho Pelas Estrelas
Autor: Odenir Ferro

A lua em seu luar minguante, mais se parecia com um imenso anel com uma meia lua fina e saliente, dourando de reflexos de luzes, o céu noturno cravejado por uma constelação esplêndida de inumeráveis estrelinhas cintilantes, encrustradas nas insondáveis negruras do céu equidistante.
Olhava o rítmo pulsante imenso da vida que vibrava em minha volta e então, novamente pensara na imensidão natural e rica que compreende todos os pontos cardeais do nosso belo Planeta Terra!
Minha imaginação vagueara pelos espaços ruidosos do tempo, querendo sondar uma amplidão maior, numa tentativa de querer então eu, naquele instante especial do meu momento, preencher as lacunas vazias da minh'alma!
Quando penso em abraçar o mundo com o melhor das emoções, rebusco dentro de mim as que melhor estiverem a minha disposição, desejoso de querer repartí-la com a Humanidade!
Olhava naquele dia, o Universo imensurável residente dentro de todas as existencias viventes no Planeta Terra e dentro da alma do coração palpitante de cada ser vivo.
Embora a lua minguante estivesse em fase descrescente, eu me sentia expansivo e muito feliz, ao tentar novamente abraçar o mundo e as boas e justas causas dele, com todo o meu Amor pulsante e regente dentro do que dele melhor em mim se continha e se expandia, emanando uma energética e pulsante primorosa beleza para todas as pessoas que também em pleno destado contemplativo de Amor, estivessem assim como eu, a se amar, se auto contemplar e o Universo exposto no céu noturno do nosso Planeta Terra, estivessem a reverenciar.
Se às vezes falo muito em Amor, natureza, pessoas, não é por que quero eu, ser um alienado ausente da realidade do mundo. Não! Muito pelo contrário!
Acontece que o meu desejo é procurar trilhar meus pensamentos e direcionar meus escritos pelos Caminhos do Óbvio, que são os misteriosos e insondáveis Caminho do Amor!
Pois creio que a alma humana é um mistério profundo. Um mistério envolto e feito de amores e ódios.
Procuro não tocar nas feridas e cicatrizes deixadas pelos ódios, não agredir as doloridas entrenhas dos corações, não ferir os espíritos e nem espetar os corpos com o fél amargo dos desassossegos e dos desamores.
Todos nós, seres humanos que somos, de uma forma ou de outra, sofremos. Mas, já disse, não quero falar das nossas chagas, das nossas feridas abertas ou entranhadas no ego do nosso íntimo com raízes profundas...
Nem quero falar das dores do Mundo!
Eu quero falar dos Amores do Mundo!
Amores tão plenos de valores!
Valores que ainda existem e resistem na rotina normal do cotidiano do nosso dia-a-dia, dentro desse frenético agito rápido imposto pelos rítmos pulsantes das agitações da vida moderna!
Penso nos insetos, nas abelhas, nos animais, em como eles são tão humildes e belos e plenos de vidas exuberantes em ricas e presentes existências!
E nós, embora com características semelhantes às deles, não somos como eles. O nosso núcleo social de existência opera em outras faixas emocionais de ações e atuações. E temos domínio sobre eles, embora não tenhamos total domínio dos impulsos extraídos das vivências construídas no social convívio humano do cotidiano de nós mesmos! Em síntese, nós queremos ter domínio sobre todas as existências do Planeta, mas não encontramos harmonia de domínio sobre nós, ou dentro de nós mesmos!
Na Era da Globalização em que vivemos, onde através dos meios da Comunicação cada vez mais nos aprimoramos na Arte da Comunicação, encurtando distâncias dos Continentes e podendo, dessa forma, fortalecer os laços culturais e gerar divisas culturais e costumes sociais entre os povos dos diversificados Países que compõem o nosso Planeta Terra, por incrível que pareça ainda não aprendemos a cultuar o Exercício do Amor, procurando amor ao nos amarmos, e ao nosso próximo como a nós mesmos!
A Internet é esse excelente veículo virtual que cultua a dinâmica estrutural do nosso imaginário ideário moderno, possibilitando assim, dessa forma, uma rápida e muito excessiva até, Comunicação entre os Povos do Planeta, diminuindo as fronteiras e as distâncias da nossa Aldeia Global, levando a nossa comunicação a quem estiver interessado ou ascessível em lê-la, discutí-la, enfim acrescentar-se com novos valores emocionais na vida pessoal, através dela.

Desejo agora, voltar novamente com o assunto exposto no Poema Cognição ( A Família Humana )
Bem, como já disse, eu não me canso de elogiar e dizer que o Livro Bilhões e Bilhões do nobre Cientista Carl Sagan, foi um dos melhores livros que li em toda a minha vida, no sentido de informações completas e abrangentes nele expostas, no sentido científico de muitas questões sociais e comportamentais dos seres vivos do Planeta e também do que a Ciência, quanto Ciência já pode descobrir até os nossos dias de hoje, no tocante as incríveis descobertas dos misteriosos mecanismos do funcionamento, origens, e dinâmicas existenciais que compõem o Universo, as Galáxias, e toda a conjunção harmoniosa dos Planetas e astros, estrelas, enfim, todo o conjunto que gerou e gera o fascinante mistério que cerca a vida e todas as formas de existências em si. Esse assunto é pra mim altamente inspiracional pois fala de nós, fala da vida, fala do Amor e das razões do por que estarmos aqui! A minha visão é inteiramente emocional e poética diante os fascínios do Universo Regido por nosso Criador.
A facilidade com que exponho minhas emoções tentando traduzir dentro da minha linguagem emocional as características externas a mim, no tocante ao dinamismo que preenche de vida nosso dia a dia, é uma forma praseirosa e muito amorosa, pois tento criar uma ponte entre minhas emoções e todas as emoções que convergem para as belezas existentes dentro da Criação tão bela e eterna do nosso Pai de Divino Amor.
Nasci com esse dom inspiracional e então escrevo: O título do Blog CAMINHO PELAS ESTRELAS, é mais que um título, e eu estou adorando escrever neste meu Blogger.
Agora, sobre o Poema Cognição ( A Família Humana ) desejo deixar registrado aqui, trechos inéditos do Poema, numa espécie de make off, trechos que não foram publicados pois dada a minha excessiva inspiração ao assunto, escrevi além do espaço que me era reservado para publicá-lo. Então, sendo assim agora que tenho esse amplo e maravilhoso espaço, desejo publicar, postar, alguns versos a mais, pois julgo que eles são também uma parte, embora inédita até agora, do poema em si, e que desejo repartí-la com a Humanidade, pois são versos importantes no sentido de filosofarmos na procura de uma harmonia amorosa diante nossas dificuldades e crises existenciais atuais, devido as rápidas e bruscas transformações pelas quais o Planeta Terra atualmente esta passando. Obrigado!
Eis então, os Versos inéditos:

"A palavra Verbo em ação é a força geradora
Dos poderes cognitivos formadores de Ícones
Onde as imagens geram o teor das linguagens
Onde as metáforas se transcendem nas belezas
Das luzes do saber, quando ocorrem sabedorias
Nos fímbrios fios das nuances ações emotivas,
Que navegam nas pulsantes ondas sonoras
Geradoras das afetividades dos corações,
Onde atuam e distribuem-se conotativos
Impactos emotivos geradores da Cognição
Das linguagens diversas das crenças,
Das religiões de várias origens,
Das falas buscando o Ego Maior,
Onde imperam razões e as paixões
Do amor sublime existencial amor
Criado nos afetos dos vínculos
Tecidos nas teias familiares
Onde a força motriz é razão
Unida a emoção gerando
Equilíbrio numa busca,
Da idealização social."

Outra Parte:

"Nossos sonhos são metáforas cognitivas
Vivenciados no abstrativo dos desejos,
Onde nosso querer movimenta o Mundo,
Construindo nosso universo pessoal,
Baseando-se em tudo o que amamos
Cremos e desejamos ao sonharmos."

Outra Parte, pra finalizar:

" Na vida tudo são recantos, oásis,
Divinos pedaços existenciais do nosso amor!
Viaja pelo espaço intergalático,
As errantes naves espaciais
Voyager 1 e 2, a uma velocidade
De 70.000 quilômetros por hora!
levando cada vez mais distante,
A nossa esperança de perpetualidade
Na base do que a Ciência, até agora,
Pode nos oferecer, falando das belezas
Criadas pela estética da poesia
Versada no sublime sentimento humano
Do amor, do amor ao Amor Cognitivo,
Nos sons das baleias, das músicas,
Tudo isso rumo ao desconhecido!
Insondável mar aberto do espaço!
Interestelar rumo ao infinito,
Passeando pelas Miríades Consteladas
Das Estrelas, dos Cometas, do Belo em si,
Levando nossos humildes sonhos,
Com a projeção de encontrar
Outras Vidas, numa vida útil
De durabilidade estimada
Em 1(um) Bilhão de anos...
Deus e Ciência!
Deus É Ciência!?

CAMINHO PELAS ESTRELAS
ODENIR FERRO